terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Gás.

Com o passar do tempo, com o aumentar das desilusões, com o firmar da rotina, etc. nossa energia vai acabando.
Aquela motivação, alegria de existir, ânimo, vai diminuindo, vamos enfraquecendo.
Nos faltando energia as coisas se tornam cada vez mais pesadas.
O peso vai ficando cada vez mais difícil de carregar. Vai ficando insuportável.
Então nos deparamos com algo que nos "recarregue" e tudo volta a ficar mais fácil, o peso não cansa mais tanto.
Uma pessoa nova em nossa vida, o fim de alguma rotina desagradável, a conquista de algum objetivo, o fortalecimento de uma amizade, uma viagem, etc. Tanta coisa pode nos dar "gás", de tantas maneiras ou intensidades.
Basta encontrá-las. Encontrá-las e reconhecê-las.
O problema de reconhecer é que muitas vezes estamos cansados demais para perceber as situações ou pessoas que nos são "recarregadoras". Muitas vezes o pessimismo nos cega.
É preciso abrir os olhos para as oportunidades. É preciso se permitir "recarregar".
Encontrando e reconhecendo, temos mais é que aproveitá-las.
Aproveite que vai abastecer e encha o tanque!




Postado por Ricardo Ceratti.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Cartilha do Ser Humano.

Nós castramos muito a nós mesmos e uns aos outros com nossas regrinhas de comportamento e forma que as coisas "devem" ser.
Como DEVEMOS nos sentir, o que DEVEMOS pensar, como DEVEMOS agir.
E pra que? Para agradarmos aos outros? Para agradarmos aos "outros" que existem na nossa cabeça? Para sermos aceitos socialmente? Sério... pra que? Realmente não sei...
Acabamos perdendo a espontaneidade, a sinceridade para com nós mesmos. "Robotizamos".
Perdemos o que temos de mais verdadeiro.
E, no final, se esvai grande parte da graça de viver.




Postado por Ricardo Ceratti.

Reflexão X.

É amor quando se deseja que a pessoa mude?
Ou esta palavrinha que tanto idolatramos e damos poder só se aplica em casos estáticos?



Postado por Ricardo Ceratti.

Distrações.

O computador possui um poder imenso.
Não sei se para todas pessoas, ou só para mim, que tenho tendência a me acomodar.
Vou explicar:
Estava deitado na cama, sem conseguir dormindo só para variar um pouco.
Pensamentos, idéias, planos, invenções... enfim, cabeça à mil.
Levanto para por algumas coisas em prática.
Ah, se ao menos eu não ligasse o computador.
Basta começar a ouvir música para que me distraia do que tinha me proposto como objetivo.
Basta abrir o MSN para esquecer de vez o que eu ia fazer.
Até uma idéia para um texto... parecia tão boa... esqueci.
São tantas distrações que o que deveria servir para ajudar, acaba sendo mal-utilizado de forma a atrapalhar.
Acho que vou desligar o computador e ir ler um livro...




Postado por Ricardo Ceratti.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Apenas sinceridade.

Serei tua melhor e tua pior influência.

Prazer.



Postado por Ricardo Ceratti.

Pára-choque do caminhão do Tio Ricardo XIII.

É na sinceridade que as pessoas se conhecem e nas críticas que as pessoas crescem.




Postado por Ricardo Ceratti.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Pensamento Aleatório VIII.

Conhecer música nova boa, ler um bom livro, clima estar fresquinho, ter resolvido todos problemas resolvíveis e superado os "irresolvíveis" e ter coisas boas bem encaminhadas.
Que mais alguém poderia querer?
Ao menos nessa agradável madrugada.




Postado por Ricardo Ceratti.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Padrão de Qualidade.

É incrível como algumas pessoas sobem a barra na nossa vida.
Acabam nos mostrando uma qualidade que se torna o padrão em nossas vidas. O mínimo necessário para nos contentarmos.
E depois para "baixar o nível" é difícil!
Por exemplo:
Se tivemos ou temos uma amizade onde rola muita sinceridade e lealdade. Fica bem difícil se contentar com amigos que não sejam lá muito sinceros ou leais.
Ou quando se está ficando ou namorando alguém que é bem do jeito que gostamos. A não ser que surja outra pessoa ainda mais "do jeito que gostamos", é muito improvável que alguém chame nossa atenção.
Ou mesmo quando esse "ficando ou namorando" já acabou. Rola o pensamento "Se já tive tudo isso, por que me contentaria com menos?"
Não sei se só eu que penso assim.
Talvez eu pense assim por prezar qualidade do que quantidade.
Ou por preferir estar "só do que mal acompanhado".
Vai saber.
Só sei que eu funciono assim.
Porém esse tipo de funcionamento pode acabar fazendo a pessoa ficar muito exigente. Afinal... vai que só deu sorte?
Bem... Então chega a hora de se perguntar:
"Melhor eu mirar para cima ou para baixo?"
Que no fundo esconde uma pergunta ainda mais difícil de responder:
"Eu me considero merecedor de mirar para cima?"
...
Muito descobrimos de nossa auto-estima em nossas atitudes, nossos padrões de vida, de relacionamento, e naquilo que nos permitimos (almejar).





Postado por Ricardo Ceratti.

Desabafo.

Estava conversando sobre como esse nosso país me deprime e acabei me emocionando no desabafo e fui além.
O postarei na íntegra:


Não importa o quanto tu te esforce parece que sempre tem alguma merdinha para dar.
Todo mundo é muito esperto.
No Brasil parece que o errado é fazer as coisas direito.
Todo mundo sacaneia, todo mundo rouba, todo mundo mente.
E tudo está bem.
Parece que quanto mais sacana... mais corrupto tu for, melhor.
Não dá vontade de nada sabe?
Eu tinha varios planos para melhorar o país.
Claro que eu não sei da realidade.
Talvez meus "planos" sejam fora da realidade.
Mas eu passava noites e mais noites em claro pensando em como melhorar.
Agora eu só penso que está fudido demais para tentar consertar.
Que vale mais a pena desistir.
Abandonar sabe?
Se tu roubar bastante tu vai ser valorizado.
Agora, tu faz uma faculdade e todo mundo te explora.
Tu paga faculdade, paga estacionamento, paga xerox q é mais caro que no resto dos lugares, paga transporte, é assaltado, é obrigado a fazer estágios que nao remuneram e tu inda tem que pagar uma cadeira para isso.
*A maioria das pessoas não se importa ou mal tem comida para ficar pensando nisso.*
Ou se aproveita da situação.
Às vezes me parece uma luta constante para sobreviver.
E que é uma luta em todos os fronts.
Tu tem que agüentar a hipocrisia.
Tem que agüentar aquelas aulas idiotas.
Tem que agüentar a idiotisse dos colegas.
Tem que engolir sapo com os professores.
Tem que fazer seguro no veículo.
Tem que estar de olho aberto na rua.
Tem que ser xingado por ter sido assaltado na rua tal... afinal "não se deve passar por ali denoite".
Tem que ser ridicularizado pela polícia.
No meu caso eu já apanhei da polícia, já fui ignorado pela polícia.
Tem que estudar.
Mesmo não conseguindo ver o resultado proveitoso dos teus estudos.
E quando tu vai estagiar, tu tem que pagar para trabalhar.
Tem que estar esperando e perdendo ônibus.
Gastando com ônibus. E horas de viagem.
Tendo que comer algo ruim e nada saudável na rua só para se sustentar enquanto estagia e estuda.
E então tem que correr de um lugar para o outro.
Não ganha sequer um "obrigado" no estágio.
Um "Está indo bem".
Nenhum reconhecimento.
Tu faz amizades, confia nas pessoas. E as pessoas te sacaneiam e te traem na menor oportunidade de lucro que surge.
Tu curte alguém. Tu tenta algo. A pessoa te desaponta, decepciona, sacaneia...
Tu organiza algo pras pessoas. Todo mundo pentelha que não tem. Tu vai lá e te mata para organizar um troço que não saia caro. Mas na hora 'H' ninguém mais quer ir.
Sabe? Existem muitos fronts na vida e parece que a pessoa está tomando pau em todos.
É deprimente isso.
Ae chega o final de semana e tu quer ver se faz algo para ganhar um pouco de ânimo.
Decide ir numa festa com os amigos para arejar a cabeça.
Mas faltam amigos pilhados.
Ou só querem ir em festas caras ou chatas.
Ae tu te liga que as opções de festa na tua cidade são ridículas.
Mínimas e podres.
Ae teus amigos vão numa festa. Rola tiroteio e gente conhecida deles morre.
Ae tu vai na frente de um bar com teus amigos. A polícia faz batida, revista todo mundo e depois ENXOTA as pessoas, as obrigando a andarem algumas quadras.
Ae tu pensa que um trago violento vai te fazer esquecer... vai te ajudar a aguentar...
Mas não tem mais festas decentes para isso.
Ou estão caras.
Ou a bebida é quente.
Ou a bebida é ruim.
Ae já não vale mais tanto a pena.
Mas não faz tanta diferença assim.
Já que beber para melhorar as coisas nunca deu muito certo mesmo...
Ae tu vai no parque no domingo.
Ae tu perde a carteira e te fazem de idiota.
E tu tem que agüentar aqueles emos pulando e berrando perto de ti.
Tu tenta ir num lugar mais decente e todo mundo quer bancar maioral.
Os pseudo-intelectuais.
Quem sabe não fico em casa mesmo?
Ae o tédio consome.
Os amigos ficam aporrinhando que não sair é deprimente.
Deprimente é sair na real.
Ae o desânimo vai batendo e as coisas que tu gosta de fazer começam a te dar preguiça de fazer.
Tu deixa de desenhar, de escrever...
E ae quando vê, tua vida se resumiu a atividades de não pensar.
Passa o dia vendo tv ou jogando joguinho.
Só para ver se não pensa na bosta de vidinha que tu leva.
Já que a faculdade segue se arrastando.
Tu não agüenta mais aquilo.
Já tem mais da metade dos professores te odiando.
Faz as seleções de estágio e não passa em nada nunca.
Quando passa numa, se desaponta.
Vê que o lugar que tu achou que seria tão legal e aprenderia tanto, nada mais é que uma creche de loucos.
Que não tem quase nada de psicologia ali.
Ae tu tem que fazer coisas imbecis.
Já que tua nota depende disso.
Pra passar tu depende da tua nota.
Pra se formar tu depende de passar.
E terminou mais um dia...
Mais uma semana...
Mais um mês...
Mais um semestre...
Mais um ano...
E teu pensamento agora é o mesmo.
"Tanto faz".
Não tem mais aquela disposição.
Aquele ânimo para as coisas.
Agora é só um fazer por fazer.
Já que a merda continua igual sempre.
Depois de muito lutar.
De muito levar na cara.
De muito tentar mudar.
Finalmente tu percebe que não muda nada.
Que só cansa. Só se desgasta.
E ae todo mundo super feliz com suas vidas maravilhosas.
...
5!
...
4!
...
3!
...
2!
...
1!
...
FELIZ ANO NOOOOOOOOOOVOOOOOOOOOOOOO!\o/
...
...
...
Feliz?
Novo??
Táááááááááaaaaa bom!




* Palavras da pessoa que estava aturando meu blá blá blá.
Postado por Ricardo Ceratti.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Pensamento Aleatório VII.

Talvez meu problema seja acreditar que mereço aquilo que ofereço.




Postado por Ricardo Ceratti.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Pensamento Aleatório VI.

Muitas vezes o sofrimento é a melhor alavanca para (motivação para) a mudança.
(Me senti óbvio agora...)




Postado por Ricardo Ceratti.

Manifesto.

Somos um grupo que não costuma andar junto.
Um grupo em que muitos não conhecem os outros.
Inclusive muitos estão geograficamente impossibilitados de se relacionarem pessoalmente.
Outros sequer possuem formas de vir a ter algum contato com os outros.
A maioria de nós nem sabe o que se passa na vida dos outros.
Não temos consenso sobre gostos, filosofias, religão, esporte, etc.
Não é nenhuma dessas coisas que nos une.
O que nos une é a sinceridade.
Não que sejamos as pessoas mais honestas do mundo.
Mas a sinceridade para consigo.
O que nos une é a autenticidade, é sermos nós mesmos. Cada um se aceita como é e não tenta ser diferente para agradar ou se encaixar.
Talvez essa seja a palavra chave: "Encaixar".
Se encaixar não é uma preocupação para um indivíduo de nosso grupo. Não precisamos nos vestir de determinada maneira, ter determinada crença, torcer para determinado time, gostar de algum estilo musical específico, querer determinada profissão, agir de determinada maneira...nada "determinado".
Não é isso que vai nos "determinar". Mesmo que fosse, não conseguiríamos fazer esse movimento forçado. Não é de nossa natureza.
O necessário é deixar seus gostos e ações serem determinadas pelo que se acha certo, pelo que acredita, e não por regrinhas ou costumes da "sociedade".
É não ponderar muito a respeito das próximas ações ou palavras. De certa forma é uma certa impulsividade, uma instintividade.
Afinal, quem sabe o que é e sabe o que quer, não precisa muito para decidir como agir.
Mas esta forma de levar a vida pode desagradar muitas pessoas. Em muitas vezes é incompatível com o outro jeito, com o "normal".
Resultado?
Vivemos como forasteiros e qualquer grupo que nos juntarmos.
Sensação de ser alienígena é bastante comum. Muitos dos membros reforça esse setimento justamente pelo fato de não conhecer outros membros.
Mas venho trazer uma notícia esperançosa!
Existem outros. Muitos outros! Espalhados aqui e ali.
E quando nos unimos, mesmo que capengamente, o sentimento de ser forasteiro some por completo. Sou suspeito de falar, mas acredito que surja um sentimento de pertença e acolhimento infinitamente maior (mais verdadeiro) do que em outros grupos.
Por isso reforço a esperança, ao mesmo tempo que reforço que se mantenham verdadeiros. Não há necessidade de se deixar corromper pela falsidade que assola este planeta e se faz de regra...
Existem outros SIM!




Postado por Ricardo Ceratti.

Sobrevivência.

Todos esperam que sejamos uma fortaleza.
O segredo aparentemente está em fingir que nada nos afeta e sempre menter a aparência de estar feliz.




Postado por Ricardo Ceratti.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Egoísmo

Eu fico realmente impressionado como a troca de idéias é criativa e produtiva.
Outro dia eu estava explicando para uma amiga a minha visão sobre a pesquisa.
Ela havia conseguido me convencer da importância de saber tudo (ou quase) do assunto, para que a teoria não seja refutada, para teoria ser realmente forte pelo seu embasamento.
Realmente, em uma visão individualista isto parece ser o melhor caminho.
O problema é que eu não concordo com a construção "individual".
Acredito que a melhor forma de se construir um conhecimento é grupalmente, através tanto das idéias de cada indivíduo, quanto das idéias que surgem em cada um do estímulo das idéias dos outros participantes.
Esta troca não só proporciona a criação de pensamentos novos, como também facilita que sejam encontradas e consertadas as eventuais brechas, erros.
Mas... esta forma de pensar o pensar não é nada novo. Muito pelo contrário, se trata de algo realmente antigo.
Então, onde nos perdemos? Qual foi o desvio do caminho que nos levou a um método menos eficiente de produzir conhecimento?
Acredito que a resposta deva estar no nosso tão cultuado Individualismo.
A necessidade de reconhecimento, de glórias, nos levou ao egoísmo intelectual.
Queremos todo crédito pelas nossas idéias e invenções.
Precisamo estar o tempo inteiro competindo uns contra os outros.
Talvez nós, humanidade, sejamos uma criança mimada e meio lentinha, que já deveria ter passado da fase de ser egoísta e ter aprendido a dividir os "brinquedos".
Todos lembramos bem do que acontecia com a criança com atitudes de "EU sou o dono da bola!!!", não? Pois parece ser nosso tão produtivo destino.




Postado por Ricardo Ceratti.

Máscaras

Post da Helen e na seqüência minha resposta:

Inconsequente.
Na minha singela opinião, deveríamos 'ser o que somos' todos os dias;
deveríamos mostrar nossa verdadeira face insana, até porque, sem nenhuma exceção, somos seres constituídos de vontades, desejos, utopias e pensamentos indevidamente rotulados.
As pessoas possuem mania de mascarar o que sentem e querem;
obviamente, às vezes temos que nos polir, mas deveríamos ser eternos inconsequentes, deixando o medo, o receio e todas as 'regrinhas' impostas pela sociedade de lado, saciando todas as vontades súbitas, fazendo 'o que dá na telha'.
Porque o ser humano acaba sempre por pensar demais e fazer de menos.

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quer saber? que se danem as consequências, eu quero é ter histórias pra contar!




Postado por Helen.



Minha vez:


Pois é... máscaras são foda.
Estamos sendo constantemente julgados pelos outros.
Muito se pode ignorar esse julgamento, mas eventualmente nos deparamos com situações onde são justamente aqueles julgamentos que vão decidir nossa sorte.
E agora? Agora é hora de manufaturar uma máscara nos mínimos detalhes! Uma obra de arte capaz de convencer os outros de que se trata de nosso real rosto.
No início a usamos apenas em algumas situações e para algumas pessoas.
Mas vamos nos acostumando, vai fazendo parte da gente. Até que chega ao ponto de não sabermos mais diferenciar o natural do artificial.
E ae? E ae FODEO (dispensando o perdão da palavra)! E ae rolam crises de identidade. "quem sou eu? do que eu gosto? por que as coisas são assim? por que não me acerto com ninguém? por que não consigo emprego? por...".
Até que um dia esta maldita choradeira passa e a pessoa percebe (ou não, muitos nunca chegam a perceber) que tudo isso se deve ao fato da confusão identificatória, de personalidade, que ela causou a si própria devido ao uso prolongadííííííssimo da máscara!
A minha solução?
Não usar máscaras! Nunca! Ou evitar usá-la ao máximo!
Utopia?
Certamente!!!
Mas, eu vejo que somente assim é possível que a pessoa construa relacionamentos verdadeiramente autênticos. E somente assim a pessoa consegue ser capaz de se conhecer e aceitar.

Agora... pensar d+ e fazer d- já é um outro probleminha.
Medo de errar e insegurança (em imensamente boa parte proporcionados pelo tal do julgamento) acabam nos travando em rodeios mentais, aumentando a ansiedade e paralisando a naturalidade.


Dois assuntos, uma conclusão: DEPRIMENTE!


(Texto levemente modificado da resposta original)

É justamente por estes motivos que eu prefiro agir no improviso, no instinto.
Me parece infinitamente mais valioso uma amizade (por exemplo) onde as pessoas sejam naturais e se aceitem como são, do que incontáveis "amizades" que só existem e "funcionam" por causa das máscaras, das imagens errôneas que são transmitidas.




Postado por Ricardo Ceratti.

domingo, 23 de novembro de 2008

Dúvida cruel.

Pagar pecado com atraso tem juros?




Postado por Ricardo Ceratti.

Ilha.

Já pensou um lugar isolado do resto do mundo.
Um lugar onde as pessoas são sinceras.
Onde as pessoas agem de maneira natural. Não modifiquem sua maneira de agir para controlar as ações e reações alheias.
Onde as pessoas façam o que dá vontade sem se preocupar com o julgamento dos outros. E que não se preocupem com o mesmo pelo simples fato de que não haverá julgamento.
Onde a vida seja tão declarada que não deixa espaço para segundas intenções.
Onde as pessoas não precisem ficar pensando sobre como agir. Sua forma natural e instintiva de agir será a mais adequada.
Um lugar onde não existam obrigações ou leis que as pessoas não entendam ou concordem.
Que a boa convivência seja motivada pelo respeito e não por leis ou julgamento externo.
Que as pessoas trabalhem pela motivação da busca de seu sentido, do desenvolvimento prazeiroso de suas capacidades e criatividade. E não pela sobrevivência ou acúmulo de riqueza.
Um lugar onde a inveja e a cobiça não existam.
Um lugar onde cada um possa se voltar para si, para o que lhe fará bem, para o auto-conhecimento e, em conseqüência deste foco, aprenda a dar espaço e a compreender os outros. Ou seja, um investimento no individual que se reflita no social, no grupal. E condições da totalidade que encoraje o desenvolvimento da parcialidade.

Talvez um dia exista tal lugar. E tais pessoas...




Postado por Ricardo Ceratti.

Tempo.

Dando minha opinião sobre um post da Helen:
Meu problema com tempo vai um pouco além de as coisas acontecerem quando eu quero.
É mais um problema de sincronia com as pessoas. Especialmente em relacionamentos amorosos.
É incrível a quantidade de pessoas que já passaram pela minha vida que seriam A pessoa da minha vida se nos conhecêssemos algum tempo antes ou algum tempo depois.
Maldito "timing".




Postado por Ricardo Ceratti.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Nômades.

No início o homem era nômade.
Então o homem resolveu firmar moradia.
Logo, por comodidade, o homem ficou dependente de sua moradia. Trazendo o mundo para casa.
Hoje em dia temos cada vez mais coisas para fazer, nos dando menos tempo para as coisas. Estamos cada vez mais carregando a casa conosco, além de nossas bugigangas cada vez mais versáteis.
Ou seja, nossa atual pressa, assim como tecnologia colaboram para que nos tornemos nômades novamente.
Um tipo diferente do primeiro, mas no fundo, igual.
Antes éramos escravos da busca por comida e abrigo. Pela eterna manutenção da sobrevivência.
Atualmente somos escravos do trabalho e da perda de tempo causada por este, como longas viagens, ter que comprar roupas adequadas, aprender a se portar em cada ambiente. Ironicamente esta é a nossa manutenção da sobrevivência.
...
Linha de montagem...
Será que tem como voltar para antes da revolução industrial?



Postado por Ricardo Ceratti.

Um dia a perseverança acaba.

Bom, aconteceu.
Ok, talvez não tenha sido agora, mas acho que agora que percebi.
As pessoas, suas atitudes, situações, compromissos, etc. finalmente me venceram, me dobraram.
Por muito tempo aguentei firme e forte no meu humor, na minha personalidade. Mas isso não dura para sempre.
Há um bom tempo (um bocado de meses) esta cadeira problemática que eu tanto passo tempo sentado, vem prejudicando minha coluna. Resultado? Dor nas costas, má postura e a necessidade de pensamento focado para me lembrar de me endireitar.
Assim como há um bom tempo (um bocado de meses) eu tenho aguentado algumas coisas que eu não creio que deveria. Sinceramente acho que alguns pecados eu já paguei. Mas, ainda assim, ainda chega até a minha pessoa as punições para os mesmos.
E agora noto que fui vencido. Aquele jeito leve não me acompanha mais. Algumas pessoas que eu tanto fiz questão no passado já conseguiram criar um caminho para sair de vez de minha vida, enquanto outras insistem em criar o mesmo caminho. Insistem por mais que eu as tentasse impedir. E agora não impeço mais.
"Viva e deixe viver". É assim a frase, não é? Pois bem. O "tempo" conseguiu transformar um cara insistente e dedicado em um cara que não está nem aí.
E sabe o que é pior? Duas coisas, acredito eu:
1) Eu me sinto mal por esta ausência de luta.
2) Tenho notado que existem cada vez mais pessoas nesta situação.
Vivíamos a tal da gerção do "shit happens". Acredito que estamos virando a geração do "whatever" (além da eterna geração anti-EUA que adora usar termos em inglês, né?).
Espero encontrar uma saída contra este mal do "tanto faz". Toda ajuda será muito bem-vinda.




Postado por Ricardo Ceratti.

domingo, 26 de outubro de 2008

Flagrante.

Julgar os outros é um vicio da sociedade. Uma compulsão social.
Sempre fui contra este tipo de comportamento. Sempre fui daqueles que diz (sim, eu geralmente não guardo só para mim este tipo de opinião) "vai cuidar da TUA vida!".
Um dia desses acontece uma série de eventos que me chocou.
Estava eu parado perto da fila de uma casa noturna "alternativa". Sabe aquela "alternativêz" que as pessoas se acham superiores por verem filmes que mais ninguém se presta? Esses mesmos. Me acoquei para pegar uma latinha da minha sacola com latinhas de cerveja e gelo que eu chinelonamente carreguei da minha casa até ali. As pessoas da fila de imediato começaram a me fazer caras de nojo e desaprovação. Aparentemente é uma coisa terrível gastar 1,49R$ no latão de polar (para quem não sabe "polar" é uma marca de cerveja bem popular aqui no RS) ao invés de 5R$ na garrafa de polar. De imediato demonstrei o que eu pensava do preconceito das pessoas, lançando sobre elas um olhar sarcástico somado a uma bem esculpida "cara de bunda".
Até este momento nada fora do comum.
Pouco depois passa um desses tais "emos" com meia calça verde limão, shortinho, botas vermelhas... enfim, o kit completo.
De imediato o encarei e pensei "que serzinho ridículo".
Epa!
PÁÁÁÁÁRA!!!
Fui pego em flagrante cometendo um dos crimes que mais abomino: a Hipocrisia!
Fiquei chocado comigo mesmo. Não esperava um julgamento destes sobre uma pessoa que não tinha nada a ver com a minha vida, assim como fui julgado por aquelas pessoas da fila.
Pelo jeito ainda tenho muito que aprender e, principalmente, evoluir.
Se o sujeito tem a necessidade de chamar atenção, o problema é inteiramente dele. Ou deveria ser.
Pois é... "ado, a-ado..."



Postado por Ricardo Ceratti.

sábado, 25 de outubro de 2008

Pensamento Aleatório V.

A cidade.
A nece-cidade.



Postado por Ricardo Ceratti.

Poker de carne.

Relacionamentos são como um jogo de poker (ou pôquer?).
De nada adianta saber blefer e perceber o blefe alheio.
Também não há serventia de ter as melhores cartas nas mãos.
Se o jogador não souber as regras, se não souber os jogos possíveis e a hierarquia existente entre os mesmos.

Um dia entendo dessas coisas e, talvez, sendo BEM otimista acabo por finalmente entender o motivo que leva as pessoas jogarem constantemente em seus relacionamentos, ao invés de levá-los de forma clara. Com "cartas na mesa".



Postado por Ricardo Ceratti.

Conto.

Naquela festa tão alternativa.
De pessoas tão receptivas.
E ambiente tão propício.
As três moças rapidamente se posicionaram de forma defensiva.
Ao olhar para o chão vejo seus allstar's se posicionando num triângulo excludente.
Talvez a receptividade deva ser revista...



Postado por Ricardo Ceratti.

Procrastinação.

Ao meu ver existem algumas escalas de deixar as coisas para depois:
1) Existe aquelas pessoas que deixam, literalmente, para a última hora. Fazem as coisas um punhado de horas antes do prazo final.
2) Existe o pessoal do último dia. Estes, acredito eu, são os mais numerosos dos que sofrem do mal da procrastinação. São aquelas pessoas que passam a madrugada da véspera fazendo o que devem fazer e, graças a isso, acabam dormindo pouquíssimas horas, quando dormem.
3) Existe o primeiro nível de enfrentamento desta condição, os que fazem as coisas na véspera da véspera. Ou seja, o que é para quarta não é feito na madrugada de terça para quarta e sim na de segunda para terça. Este passo pode parecer pequeno mas é imenso.
Assim como nas reabilitações de drogas, cada dia de abstinência é importante. Assim, o viciado em deixar as coisas para o outro dia progride conseguindo terminar suas tarefas cada vez mais cedo, o que é muito difícil pelo fato de não gostar de fazer as coisas, mas é muito recompensador pois se livrar das obrigações é altamente aliviante.
Bom... esse textinho é só para marcar para mim mesmo este dia que dei mais um passo. Entrei hoje na escala 4: ou seja, terminei um afazer com três dias de antecedência, além de ter agilizado meu TCC com seis dias de antecedência.
Quem sabe eu ainda tenha conserto?



Postado por Ricardo Ceratti.

Apenas um comentário.

Este post é só um comentário que meu espanto me força a fazer. Nada demais.
Um bicho parecendo um forminha (grande) de asas (bem grandes), que eu não tenho idéia que bicho seja (não entendo nada disso...) entrou no meu quarto. Fui matá-lo com 1 "tenizada" mas decidi de última hora só atordoá-lo. Então eu atravessei a casa e o deixei no lado de fora do parapeito da área de serviço.
Umas duas horas depois o mesmo bicho (pelomenos da mesma espécie) entra novamente no meu quarto. Dou um tapa para o atordoar e repito o procedimento.
Agora há pouco entra pela terceira vez. Dessa vez nem precisei atordoá-lo, só peguei e levei para fora.
Achei absurdamente espantosa a perseverança do bicho (se for o mesmo, obviamente).
A tirar pela burrice de insistir no erro, eu gostaria de ter um pouquinho desta perseverança. Tentar uma primeira vez sem muita enrolação já me bastaria.



Postado por Ricardo Ceratti.

Desprendimento.

Aproveitando a deixa do outro texto, um pensamento:
Depois de um tempo aprendemos a não ligar mais para as coisas, não tendo mais ataques de ansiedade, não se indignando mais com o que está errado, não dando bola por estarem desperdiçando nosso tempo ou se incomodando menos com o respeito cada vez menor que nos é dado.
Um crescente embotamento vai tomando lugar, vamos deixando de nos importar, até o momento mágio em que tudo fica aceitavelmente bom e quase nada incomoda mais.
Que evolução explêndida esta não? Parar de se importar... quase como morrer estando vivo. Liga o automático e esquece de tudo.




Postado por Ricardo Ceratti.

Adultez.

Andei por um tempo observando, analisando e comparando as formas de pensar, as crenças das pessoas e das minhas.
Todo mundo está familiarizado com aquele papo de "adolescente é tudo rebelde sem causa".
Eu tenho observado que com o passar da idade as pessoas realmente vão ficando menos rebeldes, se "aquietando".
Mas será que as coisas que eram contra ficaram boas o suficiente? Será que se deram conta que aqueles seus ideais nem eram tão importantes assim ou que o que consideravam ruim talvez não fosse pra tanto?
Talvez a vida traga novos, mais e maiores problemas na vida da pessoa que faz com que a pessoa acabe por abrir mão de seus ideais e idéias. Tenha outras e maiores preocupações, não tenha mais tempo para tudo aquilo.
Ou talvez seja uma cobrança da sociedade. Algo como só ser respeitado se tu aceitar tal coisa.
Se ser adulto é ter deixado de lado suas reivindicações, suas lutas pelo que acha importante... então me considero adolescente ainda.
Eu percebo um caminho um tanto quanto imutável me levando para a rota da resignação, da acomodação. Como se cada dia que passasse eu estivesse mais distante daquilo que considero tão importante, como se minha personalidade estivesse aos poucos se perdendo, tornando-se um vazio. Bem melhor adaptado, mas ainda assim um vazio.
Numa certa ocasião pedi para uma grande amiga que não me deixasse esquecer o que era importante para mim. Ela achou isto infantil da minha parte. Até pouquíssimo tempo atrás eu não compreendia o que teria de infantil nisto. Hoje fui entender (ou não, já que é apenas uma das muitas teorias que eu penso e busco testar) o motivo: O que me falta para não só ela, mas muita gente, me ver como uma pessoa madura, um adulto é justamente a abolição destas guerras pessoais, é a não rendição para com a realidade, é o fato de eu não ter desistido ainda de lutar por um mundo melhor... ao menos melhor na minha concepção. Uma concepção que pode divergir da maioria e até posso vir a um dia percebê-la como errada, mas é a percepção que tenho agora, é no que acredito.
E desta percepção eu não desisto tão fácil...



Postado por Ricardo Ceratti.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Pessimismo...

Ser parecido comigo é uma punição que eu não desajaria nem ao meu pior inimigo.



Postado por Ricardo Ceratti.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Resolução.

Não está tão perto do ano novo assim mas já fiz minha resolução. E nem pretendo esperar janeiro para a por em prática!
De agora em diante eu só vou lidar com gente surtada mediante pagamento e hora marcada.
Cansei.
Peço aos mais próximos que me ajudem com esta resolução, já que eu tenho uma certa compulsão a tentar ajudar ou arranjar solução.

Lutando por uma vida menos estressante!



Postado por Ricardo Ceratti.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Tempo Pessoal.

Existem momentos de nossas vida que simplesmente precisamos de um tempo.
Um tempo de tudo, não só de trabalho ou estudos.
Precisamos deixar de lado as cobranças, mesmo as internas.
Estamos muito acostumados com produtividade.
Sempre trabalhando, sempre produzindo, sempre em atividade.
Até nos nossos lazeres buscamos eficiência: Vai numa festa e se sente na obrigação de adorar aqulio tudo, de ficar até amanhecer, de "se arranjar" (mais de uma vez, para muitas pessoas), de dançar praticamente a noite inteira, entre outras obrigações. E que nem se ouse considerar acontecer algo diferente! O resultado será a sensação de que não aproveitou, um sentimento de vazio. Ah, convenhamos! Obvio que terá um sentimento de vazio! Se os objetivos traçados são fúteis ou provisórios, como que a conquista destes trará o tão buscado sentimento de elevação pessoal, que no fundo é o que buscam? Como se pode querer conhecer uma pessoa para ter um relacionamento sério legal, indo em uma festa que as pessoas não conseguem conversar, que se julgam pela roupa ou forma de dançar e se relacionam com mais intimidade do que realmente possuem (muitas vezes nem lembram o nome da pessoa da noite anterior)? Como podem esperar satisfazer suas necessidades de diversão, quando agem de forma pré-determinada e ritualizada, quando, no fundo, o que precisam é de expontaneidade e improviso, é daquela sensação de as coisas acontecerem naturalmente, sem manipulação ou serem forçadas? Como é possivel acreditar que dançar a noite inteira, sejam musicas boas ou ruins, que significam algo para a pessoa ou não, de ritmo embalante ou nem tanto, será capaz de trazer algo além de um corpo exausto? E ficar até não poder mais na festa então? Não existe fome? Necessidade de respirar algo que não fumaça de cigarros? Cansaço?
Nossos lazeres passam por um refinado crivo de validade. Precisamos da aprovação dos outros ("ai, credo! Não acredito que você vai ficar em casa num sábado à noite!") e da nossa para determinar se as coisas valem a pena (a nossa, no fundo é um reflexo da dos outros, sendo que nós fazemos parte deste "outros"). E, mesmo quando achamos valer a pena nos cobramos (se nos propormos a ler um bom livro, nos cobramos número de páginas).
Quem sabe não paramos por um momento? Um momento só nosso. Um momento "que se exploda o mundo", assim como "que se exploda meus pensamentos". Um momento para curtir, e nada mais. Não julgar ou estabelecer valores para o que se está fazendo.
Uma conversa despreocupada com uma pessoa especial, trabalhar em algum hobbie que nos relaxe, passar uma tarde inteira só deixando o cérebro viajar.
Talvez seja isso que está nos faltando nesta nossa correria e cobranças. Simplesmente, viver.




Postado por Ricardo Ceratti.

sábado, 4 de outubro de 2008

Palhaçada de Outubro.

Temos algumas leis relativas ao dia de eleições. De forma grosseira são:
- Obrigatoriedade de votar ou justificar por não ter votado.
- Não poder beber no dia de eleições.
- Não ter como prender alguém em dia de eleição.
E qual o objetivo de tudo isto?
Cada eleição que passa os candidatos pioram.
Cada vez mais ou voto é no "menos pior" ou então "para impedir um pior de se eleger".
Deprimente.
Nesta eleição para prefeito eu tenho motivos para NÃO votar em cada um dos candidatos.
Me é difícil de entender o motivo de eu ter que votar, ou ainda precisar fazer isto sóbrio...
Não precisa de grande consciência e sobriedade para perceber a grande palhaçada que é nossa política e se negar a votar. Mas votar mesmo assim (mesmo que nulo) para não cometer um "crime".
Acho que o maior crime nesta história é o de um país que, pela falta de seriedade, conseguiu tirar as esperanças do povo da possibilidade de um futuro melhor.

Azar os princípios que eu tinha. Nesta eu voto nulo.




Postado por Ricardo Ceratti.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Reflexão IX.

Um acanhado respeito muitas vezes é entendido como sinal de fraqueza.
Rapidamente o respeito é deixado de lado.



Postado por Ricardo Ceratti.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Reflexão VIII.

Tapando buracos com areia de outras escavações.




Postado por Ricardo Ceratti.

Sono.

Eu me abismo absurdamente com os problemas que o sono me acarretam.
Acabei de me dar conta que fiz um comentário errado. Corrigi uma pessoa de algo que, na verdade, eu li errado.
Estou com umas idéias de textos mas é melhor deixar para depois de eu ter oportunidade de descansar apropriadamente.
Alguém poderia me explicar como existe pessoas que acham normal dormir 5h por dia??



Postado por Ricardo Ceratti e sua dor de cabeça.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Mudanças?

Hoje recuperei meu ICQ antigo. Antigo pra valer, da época que ninguém sabia o que era MSN, meu início na psicologia. Acredito que uns bons quatro anos sem ser utilizado.
Me abismou ver a diferença de pensamento, de vida.
Na minha lista haviam exatas DEZ pessoas. Hoje em dia eu me espanto que, na minha lista de quase meio milhar de pessoas, somando quem eu realmente falo e quem eu falo com alguma freqüência, chega em torno de dez pessoas. É, talvez não tenha mudado tanto assim no final das contas.
Minha visão da sociedade era bem fatalista na época. Algo como "que morram todos". Agora não precisam morrer todos, basta que não me atrapalhem... muito.
Resta a dúvida cruel: qual dos dois Ricardos é mais autêntico? Mais sincero?
Em alguns momentos essa mudança que me abismou não parece ser tanto "mudança". Talvez mais uma adaptação, um acomodamento, uma resignação.
Sobrevive o melhor adaptado.
Esquecemos que a adaptação muitas vezes tem seu preço, nem sempre aceitável...




Postado por Ricardo Ceratti.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Reflexão VII.

Nada como uma Confluência Propiciante para facilitar e dar uma variada animadora na vida.



Postado por Ricardo Ceratti.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Reflexão VI.

Nem todo relacionamento é simétrico.
Na realidade a maioria não o é.




Postado por Ricardo Ceratti.

Reflexão V.

Se as pessoas fossem capazes de perceber seus próprios padrões (comportamento, relacionamento, sentimento, etc) e alterar aqueles que atrapalham, a maioria dos psicólogos ficaria sem emprego e a indústia farmacêutica faliria.




Postado por Ricardo Ceratti.

Reflexos.

Outro dia estava pensando a respeito de uma amiga minha que ficou solteira há poucos meses:
"Como ela mudou desde que o namoro terminou!"
Mas acabei percebendo que eu não a conhecia antes de namorar. Quer dizer, conhecia. Mas ela e ele já ficavam. Estavam naquela fase apaixonada de mensagens toda hora, sabe? De qualquer forma o que quero dizer é que não sei se ela mudou por ficar solteira ou havia mudado por começar a namorar.
Ela ficou quase irreconhecível quando ficou solteira. Claro que é normal. Existe aquela fase de querer "recuperar tempo perdido", de raiva, de se sentir perdido ou sei lá. Mas ela mudou em todos aspectos. Os planos dela mudaram, as prioridades mudaram e, o pior, nossa amizade mudou. E mudou tanto que atualmente mal consigo nos ver como "amigos", está mais para "conhecidos" ou "bem conhecidos" talvez.
Também já vi mais de uma vez acontecer essa mudança em homens. O cara que vira "zen" depois de algum tempo de namoro. Passa a ver a vida de forma diferente, a prezar coisas diferentes.
Não só em relacionamentos, acredito que o mesmo aconteça se tratando de emprego.
Como pode uma "personalidade" ser tão "flutuante"?
Eu fico me perguntando se existe algo realmente nosso, algo imutável, que seja caracteristico de cada um. Ou somos apenas reflexo do que acontece no momento. Um reflexo com um certo atraso, que demora um pouquinho para mudar quando a fonte mudou, mas que acaba mudando sua imagem de forma a acompanhar a fonte, mesmo que demore.
Mudar é bom, mas será que mudar tanto assim, sob influência externa e em tantos aspectos é saudável?
E se isso for o comum, o "normal", como vamos saber quem realmente somos?



Postado por Ricardo Ceratti.

O Cansaço.

Existe um cansaço.
Ele não me impede de fazer as coisas.
Não me dificulta para levantar da cama.
Não me faz dormir demais.
Enfim, ele não é forte o suficiente para realmente atrapalhar.
Mas existe um cansaço.
Alguns dias são floridos. Muita coisa para ver. E assim o cansaço se apaga, fica invisível.
Mas não deixa de existir.
Outros dias parece que só o cansaço existe. Nestes dias ele desmotiva, mas ainda assim sempre faço tudo que devo fazer. Ele não impede mas atrapalha, ele existe.
Existem formas de disfarçar o cansaço. Com álcool ele parece banido. Me divertindo parece que ele se assustou, fugiu e não retornará. Quando estou com alguém que gosto ele parece insignificante. Quando gosto de um desenho que fiz, algum investimento me gera lucro ou alguma aula é extraordinariamente produtiva, eu me sinto corajoso, vontade de "peitá-lo".
Ainda assim, disfarçado, ele existe. Existe e parece imortal.
A esperança em 2009, início ou final, motiva para suportar o cansaço. A esperança no futuro dá forças. Nem sempre esta força basta.
A maior esperança é de, um dia ter estabilidade econômica e tempo livre o suficiente para, juntando todas forças possíveis, expulsar este cansaço de uma vez por todas.
Enquanto este momento não chega eu me engajo no trabalho constante de fazê-lo existir, na construção desse futuro com forças.
Espero que dê tempo...




Postado por Ricardo Ceratti.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Adaptação.

Como esse mundo dá voltas.
Uma segunda opção.
Vira amor.
Que vira ódio.
Que vira alfinetadas.
Que vira companhia para momentos tediosos.
Que vira amizade.
Que vira confissões.
Que mais virará?
Bem aventurados sejam os adaptáveis.



Postado por Ricardo Ceratti.

Pensamento Aleatório IV.

Quando eu não sabia de nada, acreditava em tudo.




Postado por Ricardo Ceratti.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Pensamento Aleatório III.

Sonhos do passado.
Sonhos, lembranças.
Bons sonhos de um tempo mais simples onde tudo era festa, todos se entendiam e nada era mal interpretado.
Sonhos que se apagam.
Sonhos de uma época que não volta mais.
Queria eu ter o poder de fazer voltar...




Postado por Ricardo Ceratti.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Reflexão IV.

De tanto usar a máscara, esta fundiu-lhe ao rosto



Postado por Ricardo Ceratti.

Fadigado

Passou-se um mês,
Mais pareceu três.



Postado por Ricardo Ceratti.

domingo, 31 de agosto de 2008

Reflexão III.

Ninguém é capaz de me causar tanto mal quanto eu mesmo.



Postado por Ricardo Ceratti.

sábado, 23 de agosto de 2008

Pára-choque do caminhão do Tio Ricardo XII.

Dar "desculpas esfarrapadas" é falta de sinceridade e um desrespeito com a inteligência alheia.



Postado por Ricardo Ceratti.

Paraíso.

E se existisse um "paraíso"?
Um lugar onde o cenário fosse dividido entre as maravilhas da natureza e as maravilhas da arquitetura.
Um lugar recheado de pessoas naturalmente lindas, inteligentes, simpáticas, etc...
Onde se possa comer os mais deliciosos pratos do mundo. E que estes fossem saudáveis.
Que o clima seja favorável a propiciar um belíssimo pôr-do-sol, a propiciar a saúde das pessoas.
Que exista uma harmonia entre homem e natureza, entre consumo e demanda, entre os animais.
Uma comunidade onde as pessoas sejam livres para fazerem o que bem desejarem e, ainda assim, uma não invada o espaço da outra, não prejudique a outra.
Uma comunidade não-competitiva, onde as pessoas produzem apenas o necessário, sem a intenção de acúmulo de bens por existir fartura.
Uma vida segura, pacífica, tranqüila...enfim, feliz.
Se este lugar existisse, se nele vivêssemos, será que o apreciaríamos? Ou será que apenas nos enjoaríamos de tanta perfeição?




Postado por Ricardo Ceratti.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Vento.

O vento me acaricia o rosto.
Meus olhos se fecham.
Por alguns instantes é como se nada existisse.
Como se os problemas se esvaissem.
Todas as preocupações se tornassem tolisses.
Neste momento não importa quanto falta para terminar a faculdade, minha situação financeira ou amorosa, não ter meu veículo, não morar sozinho, não ter mais alguma amizade, algum amor, não importa nem se preciso fazer a barba ou me agasalhar melhor.
Não penso, só aproveito.
Mas não dura. Logo os pensamentos começam a inundar-me a mente mais uma vez.
Começo pensando em como eu gostaria de acampar. Viajar sem rumo. Subir o morro deserto que tem aqui perto.
Lembro o quanto não gosto dessa vida. Desse rumo de vida. Desse objetivo de vida. Gosto de viver, só não assim. Queria liberdade, natureza.
Penso nas grandes vantagens da "civilização". Tenho "troçentos" canais para assistir, computador agora com banda larga... Posso ir num cinema ou numa festa... Tenho uma segurança relativa, uma saúde relativa preservada por médicos e remédios...
É... ainda assim eu trocaria. Ainda assim gostaria mais da liberdade. Da natureza. Do vento em meu rosto.



Postado por Ricardo Ceratti.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Prólogo.

Gosto de tê-la em meu braços, na pontinha dos pés para beijar-me.



Postado por Ricardo Ceratti.

Derrota.

É engraçado (tragicomédia)...
Tanta coisa nessa vida que eu queria experimentar, conhecer, aprender, fazer, vivenciar que acabo percebendo que não terei tempo de experienciar tudo.
Com essa percepção vem um desanimo que me leva a não experimentar, conhecer, aprender, fazer ou vivenciar quase nada.
Eu voto por uma vida mais longa! E que as fases da vida sejam mais longas também!



Postado por Ricardo Ceratti.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Geração.

Somos a geração Não.
A geração que não sabe o que é.
Que não sabe o que quer.
Que não sabe de que sexo é.
Que não sabe que sexo quer.
Que tem objetivos.
Mas acima disso tem preguiça.
Que quer tudo.
Mas não faz nada.
Que muito critica, reclama.
Mas muito pouco age.
Que não se presta a pensar.
Ou enxergar qualquer coisa que não seja óbvia ou lhe jogada na cara.
Que acredita em milagres.
Que não sabe o valor do dinheiro.
Que é incapaz de perceber o quanto um produto subiu em poucos meses.
Que sofre de tédio ao mesmo tempo que se agarra a ócio.
Enfim, uma geração que se acomoda.
Que encontra conforto em trilhar uma trilha que não é sua.
Uma trilha criada por outros para determinar o caminho dessa geração sem sentido.
E que com ela não se identifica ou relaciona.
Mesmo assim a segue.
Só para não ter que pensar.




Postado por Ricardo Ceratti.

Manutenção.

Como é alta a manutenção do ser humano!
Todos os dias precisamos de um terço do dia de sono (aproximado e variável), umas três (ou mais) refeições por dia (balanceadas para suprir as necessidades), pelo menos dois litros de água e MUITO oxigênio respirado.
Pouca "autonomia", não? Eu duvido que, se fossemos uma máquina alguém se prestaria a construir.
Mas tem mais! Temos necessidade de pegar sol, nos exercitarmos, termos amigos, nos relacionarmos romanticamente, desenvolver nossa auto-estima, aprender coisas, subir na vida...
Do contrário pode nos faltar algo para funcionarmos apropriadamente. Máquina delicada essa. De humor sensível.
Para piorar a situação, complicamos a vida. Nos estabelecermos padrões de beleza, jogos psicológicos, burocracia... Sabotamos uns aos outros, competimos por competir, nos obrigamos a rituais sociais sem sentido.
Falando em rituais, alguns adquirem psicopatologias, como ter de realizar rituais pessoais, ou outras muito mais debilitadoras.
Também sofremos de doenças físicas, orgânicas. Estas não ficam em nada atrás das psicológicas em termos de atrapalhar a vida.
De uns tempos para cá nos tornamos altamente "humanitários". Gastamos grande parte do nosso tempo tentando salvar até os mais "perdidos". Não pense que isto não gasta o tempo de quem não tem esse ideal. Está nas leis. Leis que podam comportamentos. Que geram outros. Que criam novas leis. Que burocratizam a vida.
E assim se vai o tempo...
Ah, mas sobra um bom tempo ainda!
Sim, sobra! Gastamos ele trabalhando. Realizamos atividades produtivas para "contribuir com a sociedade" (e bota aspas nisso!) em troca de dinheiro para nos sustentarmos.
Dinheiro que cada vez vale menos. Motivo? Para trabalharmos cada vez mais, ora bolas! A moda é se matar trabalhando (ok, na Europa tem rolado uns pensamentos diferentes...) e, que absurdo a pessoa que não o fizer! Absurdo maior é ter tempo livre! Passar uma hora sem fazer nada? HERESIA!!
E o sustento? Ah, isso é genial! O sustento é para a manutenção. Sobra um pouco para gastarmos com o que gostamos, mas no geral é para manutenção. Seja manutenção da sobrevivência, comprando o que comer; manutenção do bem estar social, comprando roupas socialmente aceitáveis; manutenção afetiva romântica, gastando em presentes caros (e, muitas vezes desnecessários. O que leva alguém a pagar um belo dinheiro numa flor que dura menos de uma semana??); ou mesmo manutenção de auto-estima, comprando uma casa muito maior que se precisa, numa zona muito mais chique do que boa de se viver, ostentando um carro super potente num país onde 100kmh é o limite de velocidade.
Como eu disse, um tempinho sobra. Uma "graninha" sobra. Ambos não para todos, obviamente. Então usamos este tempo e dinheiro para nosso lazer. Com moderação (moderação somente no lazer, ok?) senão terá o risco de ser "infantil", "desocupado", "inútil".
Aaaah! Coisa boa que os cientistas cada vez mais encontram formas de fazermos as coisas mais rapidamente (para que perder tempo se alimentando direito ou dando uma boa duma dormida, não é?) e de prolongar esta tão agradável existencia!




Postado por Ricardo Ceratti.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Motivação para a mudança.

Estava conversando com uma amiga e percebi como a motivação para a mudança funciona diferente de pessoa para pessoa.
Ela me contou que adquiriu um hábito de comer muito chocolate todos os dias e, conseqüentemente engordou (note que o valor de magreza é dela, apesar de eu concordar, não sendo uma regra). Mas isso não chegou a ser algo que a desmotivasse de seu comportamento ou motivasse a outros comportamentos. Bastou a companhia de uma pessoa mais gorda para que ela não se sentisse mal. Olhando para sua amiga, ela se valia do pensamento "não estou TÃO mal" e se mantinha estática.
Por outro lado eu citei um exemplo meu para ela. Eu sempre tive uma péssima postura e, por muito tempo não me incomodava com isto, não "percebia". Num determinado momento comecei a me incomodar com minha postura e a tentar melhorá-la, mas eu sempre acabava me esquecendo e voltando a ficar curvado. Naquele verão, na praia, cruzei incontáveis vezes por algumas pessoas com uma postura ainda pior que a minha. Cada vez que passava por estas pessoas eu pensava "te endireita senão vai ficar assim!" e isto me ajudou enormentemente a me "endireitar".
Acredito que cabe a cada um de nós perceber a vida de uma forma que incentive a mudança positiva, e não como incentivo ao conformismo.




Postado por Ricardo Ceratti.

domingo, 17 de agosto de 2008

Mulher.

Quero uma mulher que seja engraçada.
Compreensiva.
Inteligente.
De corpo esguio.
Seios que preencham a mão.
Rosto delicado.
Pernas finas.
Cabeça no lugar.
Parceria para as noitadas, para as loucuradas.
Interessada.
Sorridente e de sorriso encantador.
Que saiba ser boba.
Que saiba ser meiga.
Mas que também goste "da coisa".
Que goste de dormir abraçado.
De pegar um sol no frio, uma noite no calor.
Goste de sentir o vento no rosto.
Que seja brincalhona.
Mas saiba falar sério.
Que tenha conteúdo.
Que não tenha frescuras.
Que se anime a jogar um joguinho.
A fazer um esporte.
Caminhada.
Que não tenha grandes problemas. Traumas de infância, dramas familiares...
Que não tenha vícios.
E me ajude a me manter sem tê-los.
Que não seja "fazida".
Nem faça dramalhões.
A não ser que seja para brincar.
"Teatrar".
Que se mantenha no peso.
Mas que não deixe de comer coisas gostosas.
Que se arrume rápido.
Mas fique bonita.
E sem grandes produções.
Que entenda que a maior beleza feminina é quando acorda.
Ao meu lado.
Que seja cherosa.
Que não tenha hábitos nojentos.
Que seja sincera acima de tudo.
Que tenha a maior paciência do mundo.
Sem a qual seria incapaz de me aguentar.
Que saiba ser ambiciosa.
Sem pisar em cima dos outros.
Que saiba se defender.
Mesmo que nem sempre precise fazê-lo.
Que tenha a língua afiada.
E aprecie um pouco de humor negro na vida.
Que seja otimista.
Mesmo que não aparente.
Que não seja cheia de manias.
Que facilite as coisas.
Ao invés de burocratizá-las.
Que tenha um bom gosto musical.
E para séries.
Filmes.
Não precisa saber cozinhar.
Basta vontade de aprender.
Que cozinhe comigo.
Que não seja fanática por política, esportes, religião.
Sem fanatismo algum, por favor.
Que tenha tempo para mim.
E eu tenha tempo para ela.
E dinheiro para fazermos o que gostamos.
Que uma mulher destas se interesse por um cara como eu.
E que eu tenha capacidade de conquistá-la.
Maturidade para mantê-la ao meu lado.
Que meus ombros não cansassem.
Que minha paciência aumentasse.
Que tenhamos bons amigos.
Pessoas em que possamos confiar.
Companhia para sair.
Que nosso tempo juntos seja longo.
...
Enquanto não encontro tal mulher, para tal eu, sigo tentando me contentar com as meras mortais com quem cruzo nessa minha vidinha de mero mortal entediado e insatisfeito.




Postado por Ricardo Ceratti.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Opinião.

Meu amigo me perguntou se, na minha opinião a máquina do emburrecimento é intencional ou não.
Achei válido postar aqui minha resposta, mesmo não tendo pensado nela tanto quanto deveria.

Eu nao acredito que seja acidente.
Quanto mais tu embroma para terminar o curso, mais a faculdade ganha.
Quanto mais tu trata o aluno como retardado mais ele se acomoda.
Quanto mais acomodado ele estiver, menos ele vai achar ruim entrar (no currículo) uma cadeira inútil daqui e outra dali.
Menos ele vai contestar.
Mais vai aceitar pagar um pouco a mais... já está pagando por tanta coisa inútil mesmo...o que é uma a mais?
Se tu estiver pilhadão e tiver controle sobre o teu currículo, tu não aceitará coisas inúteis. (sim, não conjugo direito o "tu" quando falo informalmente)
Mas tu não tem controle do teu currículo.
Tu ainda é a crinaça que estuda o que os professores do colégio querem q tu estude.
Tu ainda vai aprender coisas que não te servem de nada só por ter sido decidido que assim que deve ser.
Tu não tem maturidade para decidir.
Ou por não decidir que tu não constrói maturidade para decidir?
Ah! Faz o curso mesmo! Faz as cadeiras inúteis mesmo!
Não aprende quase nada.
Usa o diploma para comprar uma vaga no mercado de trabalho.
Se acomoda num empreguinho medíocre.
E seja feliz! se puder...



E essa é minha opinião. Postado por Ricardo Ceratti.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Burocracia do pensar.

Nossa captação e difusão de conheciamento é algo tão burocratizado né?
Não quero entrar no mérito dos motivos de haver tal burocracia, apenas citá-la.
No colégio aquela imensa carga que, para a grande maioria, jamais terá utilidade. Mas também a aprendemos de forma lenta. Semanas repetindo a mesma matéria. Deve ser para adormecer os cérebros inteligentes para que emparelhem com os cérebros mais lentos.
Colégio, colégio. Até entendo aprender de tudo um pouco, só assim para descobrirmos o que gostamos. Até pelo fato de sermos jovens demais para sabermos o que é melhor. E quanto ao emparelhamento, bem, assim é mais fácil para os professores e a escola em si de lidar com os alunos (mesmo que isso custe uma parte da inteligência deles).
Então, terminamos nossa pena! "Agora tenho escolhas!" "Agora EU vou escolher o que é melhor para mim!" Então, iludidos que aprenderão uma infinidade de coisas e que ficarão mais bem posicionados no mercado de trabalho, legiões de adolescentes (uns mais, outros menos) entram na faculdade.
Longa vida ao ensino superior!
Uns cursam o que os pais querem, outros cursam o que dará mais "status", alguns abrem mão do que gostam pois "não tem futuro" e, realmente, uma minoria acaba cursando o que gosta, ou pensa gostar (mesmo que seja necessário pular amarelinha com os cursos para descobrir o que gosta).
Ú-tererê! Pilha total, ânsia por aprender. Rapidamente são colocados na "esteira da imbecilização". Não apenas se repete o movimento de aprendizagem "emburrecente" do colégio (repete mil vezes para os burros entenderem e os inteligentes desistirem) como também entope os alunos de conhecimentos inúteis, banais, desinteressantes e desmotivadores. Toda faculdade que entrei ou conheci alguém que cursava é a mesma história: "Os primeiros semestres são chatos, depois fica legal". Q bom né? Quanto a motivação está alta temos de aguentar coisas entediantes. Quando não estamos mais motivados que recebemos as glórias do saber.
Introdução.
1.
2.
3.
Religião.
Filosofia.
Sociologia.
Cadeira que o próprio professor diz "sei que isso não é da área de vocês. Esta cadeira é só para terem uma breve idéia". Sim, uma breve idéia de como perder tempo e dinheiro. Ah, sim! E motivação!
Então, muitos anos depois, você resolve analisar os benefícios do seu curso superior. "Isso aprendi sozinho" "Isso eu já sabia" "Isso um amigo me disse" "Isso entendi observando o funcionamento das coisas". Muito pouco é "Isso foi graças àquela cadeira que tive no semestre tal". Deprimente, não?
Chega a ser um conhecimento intuitivo. Claro, não acontece para TODOS. Algumas pessoas não são tão atentas ou desenvolvidas em um determinado aspecto que facilita a aprendizagem de um determinado assunto.
Também não é qualquer um que consegue ver o óbvio ou usar a lógica para resolver os problemas.
Chegamos no trabalho de conclusão! Burocracia maior não há! Normas da ABNT, regras para produção textual, necessidade de dizer o que os outros pensam, modelinho de orçamento (nem estou pedindo financiamento...), de cronograma (não é todo mundo que consegue fazer as coisas de forma organizada e planejada)... nem pense em errar na capa! Já pensou o pesadelo? Esquecer a folha de rosto? "Mas isso não é aquela folha em branco no início?" "É sim." "Qual a utilidade?". Haaaaam...
Passando por todos processos burocráticos com louvor lhe será permitido que pesquise, mas não seja muito inovador ou criativo. A moda é descobrir o que outros já descobriram... só que com outras palavras!
Isso parece demorado e inútil né? Ok, tem alguma utilidade, mas bem menos do que benefícios (ao menos em casos em que não se interfira na vida das pessoas).
Anos de pesquisa, de leitura do que outros autores pensam, de autorizações, de formatações e "tcharaaaaan"! Descobriu a causalidade de um traço de personalidade!
Um belo dia eu converso com um amigo. Ele nunca sequer considerou fazer psicologia. Talvez nem se considere um observador ou pensador do comportamento humano. Nunca ouviu falar em nenhum autor que estudou traços de personalidade. E, olha só, mal pensou e já concluiu a mesma coisa que o nosso pesquisador.
Que coisa, não? Será que meu amigo é um gênio ou será que estamos burocratizando demais?




Postado por Ricardo Ceratti.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Perdas

O problema das perdas está nos costumes. Criamos uma certa rotina, um automatismo levando em conta algo que não está mais lá.
Em nossas vidas atarefadas é fácil (ou nem tanto) esquecer do que perdemos mas, basta nos depararmos com uma situação comumente vivenciada com o "objeto" perdido, que a dor (re)surge, é lembrada.



Postado por Ricardo Ceratti.

Pensamento Aleatório II.

Afirmações incapazes de encontrar argumentos sustentadores, nada mais são que palavras vazias.



Postado por Ricardo Ceratti.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Nada além da verdade.

De NADA adianta criar leis e mais leis se quem as faz cumprir (de policial ao juíz) é fora da lei.



Postado por Ricardo Ceratti.

Mentiras...

Cada vez mais me espanto/enojo com a quantidade de mentiras que nos rodeiam.
Falo das mentiras para as massas. Mentiras de controle.
Dados, pesquisas, verdades... todos forjados com o objetivo da manutenção das nossas vidinhas. Para que aceitemos as coisas do jeito como estão, acreditando que estão melhorando quando, na verdade, cada dia pioram.
Mentiras políticas em ano de eleições.
Mentiras conformadoras, para não nos indignarmos com alguma situação.
Mentiras para aceitarmos uma nova lei absurda.
Mentiras para manejar o voto dos indecisos.
Mentiras para controlar o mercado, a bolsa de valores, a inflação.
Parando para analisar friamente veremos que vivemos uma mentira. Uma mentira enorme, interligada, massiva. Uma mentira que nos cria uma ilusão, um mundo ilusório.
O mais engraçado de tudo é que somos desejantes por crer nesta mentira. Nos dá segurança, mesmo que falsa. Uma idéia de estabilidade, de ordem. Falsas, obviamente.
Por falar em mentiras, elas dão poder para os mentirosos, já perceberam?
Há quem creia que o homem nunca pisou na lua, foi golpe de markerting norte-americano. O mesmo vale pra morte do Saddam.
Eu sinceramente não duvido que já existe a cura da AIDS, mas vai contra o interesse de controle populacional, "ordem" pública e de aumento progressivo das horas de trabalho.
Ha quem acredite que Hitler não morreu.
Difícil saber quais "verdades" duvidadas são plausíveis de crença ou são delírio em massa.
Delira-se ora de um lado, ora de outro.
Bom, resumindo, devo estar muito "mal relacionado" por não conhecer nenhum dos 77% de portoalegrenses a favor da lei seca e ter muito azar de topar em todos semáforos, todos os dias, com os 20% de portoalegrenses pobres, já que a classe média cresceu.




Postado por Ricardo Ceratti.

Pensamento Aleatório.

Em plena queda, rejeitado por tudo que o rodeava foi, finalmente, acolhido pelo chão.



Post aleatório de Ricardo Ceratti.

sábado, 2 de agosto de 2008

Acasalamento.

Muito nós, humanos, buscamos nos afastar dos animais, a nos considerar inteligentes demais para termos instinto, para estarmos na mesma categoria.
Realmente, comparado com os outros animais somos absurdamente inteligentes. Assim como somos absurdamente fracos, lentos, não temos presas, não voamos, não saltamos grandes distâncias, etc.
Toda essa inteligencia deveria facilitar nossa vida, especialmente nas coisas mais básicas, não?
Pois é, mas no quesito "acasalamento" ainda somos (a maioria) muito primitivos. Sabemos organizar nossos pensamentos, nos comunicar com precisão, negociar. Mas, para negociar este aspecto não. Não podemos chegar diretamente, "por as cartas na mesa". Temos que criar 1 estado de humor, fazer algumas coisas, falar algumas coisas, desenvolver estratégias, presentear, etc. Se formos analisar é igualzinho um pavão mostrando sua plumagem, um macaco presenteando com uma banana ou qualquer animal fazendo um jogo para se aproximar.
É como se (ou "É"?) a imensa maioria da população acasalasse desta forma e punisse quem fizesse diferente para que comece a se comportar da mesma forma.




Postado por Ricardo Ceratti.

Inclusão?

Hoje em dia a moda é inclusão, seja ela qual for.
Existe uma preocupação em abrir espaços igualitários para os diversos "tipos" de pessoas. Porém ninguém pensa nas conseqüências disto.
Uma pessoa modela seus pensamentos, valores, crenças, comportamento, de acordo com o ambiente em que se desenvolve. Essa modelagem serve para adaptá-la ao meio em que vive, para garantir sua sobrevivência ou para buscar status entre os membros do grupo ao qual pertence.
Porém cada grupo tem suas características, muitas vezes contraditórias às características de um outro grupo. A união de ambos pode gerar mal-estar ou até resultar em conflito (seja lá de qual categoria).
Não vamos incluir punks em grupos de skinheads, militantes de direita no PT ou PSTU, "maloqueiros" em faculdades ou eu em festas chiques.
Eu não saberia me portar. Me sentiria desconfortável, ridículo. Provavelmente eu faria coisa que acho normal e seria expulso por comportamento inapropriado. Quem mandou me deixarem entrar mesmo?
Agora se fosse feita uma inclusão: Todos meus amigos também podem ir. Provavelmente não nos sentiríamos desconfortáveis, faríamos as coisas no nosso jeito e não poderíamos ser expulsos, afinal, temos o direito de estar ali.
O que acontece com as pessoas que viviam naquele meio? Se sentiriam desconfortáveis com nosso comportamento. O jogo mudaria, eles se sentiriam mal e provavelmente saissem espontaneamente por não estarem mais gostando do ambiente, da festa.
O que aconteceu com essa "inclusão"? Quem não pertencia passou a pertencer, quem pertencia não quer mais pertencer. Incluindo uma classe "inferior", excluíram os habitantes atuais.
Toda inclusão é pensada assim, de baixo para cima. Ninguém pensa no contrário. Já pensou se os "grã fino" inventam de ir de maioria num baile funk? Estraga a festa também.
Eu sou contra a panelinha e sou contra existirem regras de comportamento. Acho que os espaços realmente devam ser abertos, mas não assim: "Abriu! Entrae cambada!". É muito fácil simplesmente abrir mas, e quanto à educação das pessoas? Não só educação do estilo "eu terminei o ensino tal", também saber que cada coisa tem sua hora e lugar. Se uma pessoa não é capaz de estar num ambiente sem criar conflito desnecessário com os outros, ela não deveria nem estar naquele ambiente.
Mais uma vez nosso país tenta diminuir as desigualdades de forma forçada, sem preparo e do jeito mais fácil. Deve ser tradição isso de não trabalhar com as coisas desde sua base, de fazer as coisas só para "inglês ver".
Agora, se me dão licença, vou juntar uns cabeludos para irmos num pagode. ¬¬




Postado por Ricardo Ceratti.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Pára-choque do caminhão do Tio Ricardo XI.

Quem quer tudo, não se contenta com nada.
Quem não tem nada, se contenta com tudo e acomoda-se com muito pouco.



Postado por Ricardo Ceratti.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Preconceito.

Ao longo de nossas vidas vivenciamos fatos, vemos notícias, observamos acontecimentos, nos são comentadas coisas, etc. É com este leque de experiências que formamos nossos conceitos. E pré-conceitos.
Graças a estas experiências somos capazes de fazer uma espécie de estatística para nos ajudar a tomar decisões, a agir. Nem sempre essas estatísticas e ações nos são conscientes ou propositais. O fato é que acontecem. E devemos ser gratos por elas. Sem este mecanismo a espécie humana muito provavelmente não existiria mais. Talvez deixasse de existir há muito tempo...
Sabemos bem da importância de tomar 1 decisão rápida, instintiva (com ou sem aspas). É o que fez o ser humano diferenciar os seres pacíficos dos hostis, ou senão, uma expressão facil, linguagem corporal, pacífica de uma hostil.
Porém nossa organização atual (que é mera decorrência de ações e organizações ao longo de nossa história) complicou um pouco essa história de preconceito.
A história nos levou a um dado momento, um dado espaço em que, pessoas, digamos, verdes, acabem sendo a maioria dos cometedores de crimes, a julgar entre os cometedores de crimes. Ignora-se se são a maioria entre a população geral, ou ainda se não é, de certa forma, compelida (mais uma vez, com e sem aspas) a tais atitudes desesperadas. Ignoramos fatos como estes pois não é sobre o que quero tratar, assim como é ignorado pelo observador, uma pessoas, talvez, roxa.
Esta pessoa roxa compartilha do mesmo espaço que a pessoa verde, porém as semelhanças não vão muito além disto. Por sua vez, esta pessoa realiza formas diferentes de interações, pensa demasiado diferente, insere-se em uma cultura diferente, etc. Esta pessoa (roxa) é vitimizada por pessoas verdes algumas vezes. Assaltos, por exemplo. Esta pessoa vê notícias de pessoas, também, no geral, verdes, cometendo crimes, seja assaltando, enfrentando as forças da "lei", sequestrando, etc.
Agora pense, com esta realidade, existiria algo mais normal que esta pessoa tenha preconceito contra pessoas verdes? Certamente que não, mas há poréns. Esta pessoa também observa inúmeras pessoas verdes vivendo sob a mesma cultura, ideais e práticas que ela. Ainda assim, em muitas ocasiões se faz melhor "prevenir do que remediar", e esta pessoa fica com um pé atrás contra pessoas verdes.
Por outro lado as pessoas verdes acabam, em muitas ocasiões, se prejudicando pelo receio das pessoas roxas a seu respeito. E mesmo que não se prejudiquem, ninguém aqui gosta quando alguém, sem, a princípio, motivo algum o julgue ou aja com desconfiança.
Em cena, agora, especialmente para vocês, o tragicômico da história. Pessoas verdes criam um conceito e julgam (preconceito) de que as pessoas roxas possuem preconceito contra eles e, assim como as pessoas roxas agem de acordo com esse "instinto", as pessoas verdes acabam por fazer o mesmo... em resposta. (Como eu disse no início, nem sempre consciente ou proposital).
Em meio ao caos surgem os exagerados. Roxos que dizem "todo verde é marginal". Verdes que culpam tudo, incluindo seus próprios fracassos, aos roxos. Exagerados... tsc... tamanha perda de tempo e falta de pensamento.
Para resolver o problema nosso governo (des-governo, se preferir) entra em jogo e cria leis. Leis mal pensadas (o que é bem típico dos des-governos), que buscam "tapar o sol com a peneira", criar uma boa impressão, encontrar soluções imediatas. Tolos, ainda não aprenderam que um problema de longo prazo se resolve a longo prazo? Com EDUCAÇÃO.
Enfim, se um roxo pisar fora da linha (determinada pelo "governo"), ele pode muito bem ser processado por um verde por racismo. O contrário não se aplica, nosso "governo" acredita que o preconceito é uma via de mão única.
Resultado? Muito simples, os roxos acabam vivendo no receio de falar ou fazer algo "fora da lei". Agora o que era um instinto natural que deveria ser trabalhado para uma melhor adaptação virou não só um crime, mas O crime. Longe de mim ser racista! Entra em jogo a dissimulação socialmente aceitável com o objetivo de evitar o crime, evitar conflito.
Sentindo o gosto pelo poder surgem novos fanáticos verdes, aqueles viciados em processar os roxos. Ou nem roxos, vamos processar quem for lilás! E bordô! Vinho! Rosa! Vermelho! Amarelo? Nada a ver... tá, vai! Até que chega ao êxtase da sua droga, processar os próprios verdes.
Opa! Se verde processa verde, sendo que só deveria servir para processar roxos, talvez não seja a cor o real preconceito! Então os verdes se separam, de forma exagerada manufaturam uma cultura para chamar de sua. Prooooonto! Agora "verde de verdade" precisa estar incluído NESTA cultura, caso contrário vai estar mais para roxo ("e aí já viu...né?").
Claro que entre os roxos também surjem fanáticos. Fanáticos e daltônicos nesse caso também. Genocídios, buscas pela "raça pura" e o diabo. De certa forma também é criada uma cultura que separa roxos de roxos (ou de "não tão roxos", como axam tais fanáticos). Mas o extremismo violento de alguns "roxíssimos" gera uma guerra, das grandes. O extremismo é derrotado, mas ainda existem seguidores.
Diferente desta nova cultura roxa, a cultura verde vinga. Vinga com seus exageros e, a cada dia, se torna um pouquinho mais extremista. Começam a se identificarem com coisas um tanto supérfluas para uma cultura. Seus valores acabam por ser jóias e mulheres em abundância. Isso e armas. É, armas não podem faltar já que pose de mau vira a atitude fundamental desta cultura.
E esta nossa bola de neve não para de crescer e se desenvolver por ambos lados (ou seria pelos quatro lados???). Ainda se fossemos um pouco civilizados e educados. Compreensivos talvez. Diálogo. Coerência.
É... pelo jeito a bola não vai parar de crescer tão cedo. Pena.




Postado por Ricardo Ceratti.

sábado, 19 de julho de 2008

Reflexão II.

Sobre mim recai a maldição de nunca saber o que quero.



Postado por Ricardo Ceratti.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Reflexão.

Queimar pontes não é fácil nem agradável e pode ser muito mal interpetado. Porém existem momentos em que devemos fazê-lo afim de construir em seu lugar uma outra ponte ou uma ponte de outro tipo.




Postado por Ricardo Ceratti.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Frase I

A Democracia é uma ferramenta fantástica, porém totalmente ineficiente se utilizada por pessoas burras.



Postado por Ricardo Ceratti.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Valores

Andei refletindo um pouco e percebi como valores errôneos estão inseridos profundamente em nossas tradições, costumes, enfim, em nosso cotidiano.
Motivações falsas. Falsas, me refiro no sentido de não nos serem próprias, originais, instintivas. Instinto praticamente já se tornou um completo estranho em nossas vidas, o que deveria ser algo natural acaba por nos surpreender quando é ouvido e "dá certo", de tanto que nos afastamos dele. Como eu estava dizendo, nossas motivações no geral vão contrárias a nossa natureza, muitas vezes, inclusive, contrárias à nossa saúde, à nossa felicidade.
Um exemplo que, creio todos já passaram por isso ou conhecem alguém que passou, é o dos pais que convencem os filos de que "em primeiro lugar o dinheiro, depois o prazer", como forma de dissuadir um recém formado no ensino médio a desistir de alguma escolha de ensino superior por "não dar dinheiro", motivando, por outro lado, a uma escolha mais estável, ou até, mais tradicional (e a palavra se repete). Por exemplo, que se desista da faculdade de música para cursar direito, odontologia, engenharia...
Não estou aqui defendendo que caiamos todos na "gandaia" nem nada disso. Mas não vejo como escolher um rumo profissional (que, neste caso, levaria meia década de estudos, em muitos casos altamente custosos, para, então, o ingresso em "ganhar dinheiro") que seja incongruente consigo, possa ser visto como certo. Ok, ganha menos. Ok, o mercado de trabalho é mais complicado ou menor. Mas e a felicidade de se fazer o que se gosta? Não conta?
Eis que entra o que eu considero do avesso. Não, não conta. Nossos valores colocam a escalada financeira acima da satisfação pessoal, da felicidade.
Não sou contra ganhar dinheiro, muito pelo contrário. Sou contra ser infeliz. Não acredito que exista casa no mundo, no país, estado, bairro que for, com o conforto que tenha, ou o carro, por mais moderno que seja, que irá compensar pela infelicidade (ou, "apenas" resignação) de ter de acordado todos os dias para ir fazer algo que não se gosta.
Agora que mostrei o que quis dizer, volto ao "inseridos profundamente". Os costumes da época, os amigos, os parantes, enfim, toda forma de influência, convenceram aqueles pais de que o dinheiro deva vir em primeiro lugar, e agora eles, por sua vez, exercem esta mesma influência para conseguirem convencer os filhos deste mesmo pensamento, desta mesma crença. Obviamente estes filhos serão alvos de outras formas de influência neste mesmo sentido, assim como seus pais, assim como os pais dos seus pais.
A inserção é tão profunda que, muitas vezes, nem se sabe o motivo daquele valor existir (o que, obviamente, não é o caso do exemplo). Uma professora minha uma vez contou uma história de uma moça bem sucedida, fazia determinada tarefa de um determinado jeito. Ao ser questionado do motivo para este jeito ela respondeu que sua mão fazia desta forma, assim como a mãe dela. Ou seja, é um costume, uma tradição. Ao investigar as gerações anteriores se descobriu que esta determinada forma era a única na qual a família, naquela época, havia condições financeiras de fazer a tal coisa.
Não se faz necessário dizer a moral da história, né?
Existem outros valores desta mesma categoria, uns eu já contestei ao longo de outros textos que escrevi aqui, outros, ainda não cheguei a me confrontar, e outros, admito, ainda não tive coragem de admitir contestar.
E é justamente ESSE o problema destes valores. Eles estão tão enterrados que se tornam quase incontestáveis. Criticá-los é ir contra o que se supõe como "certo", "verdadeiro" e, muitas vezes, "bom", no sentido de bondade mesmo. Muitas contestações são vistas como "falta de coração" ou sinônimos de maldade. Na verdade, percebo, trata-se apenas de um problema tanto de perspectiva, quanto de não refletir sobre determinado assunto por préconceito, pré conceito. Imutável.





Postado por Ricardo Ceratti.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Relacionamento com os costumes.

Somos divididos em três grupos bem distintos de pessoas:
Os que seguem as regras (por regras eu digo convenções sociais e/ou leis e/ou conceitos e/ou costumes ou até mesmo todas anteriores).
Os que são contra a regra.
E aqueles que são uma caricatura oposicionista à regra.
Para facilitar A (regras), B (contra-regras) e C (caricaturas).
E é justamente C quem complica a relação. Enquanto A sabe seu lugar de torcer o nariz para B, que por sua vez critica a imutabilidade de A, C, por sua vez, se acha B.
Complicado? Nem tanto. Um exemplo ajuda:
A moral e os bons costumes nos ensinam que devemos nos portar corretamente, não gritando, sendo polidos, poupando as pessoas de comentários desagradáveis, enfim, uma postura. Uma postura definida e aceita pela sociedade. E é assim que A age ou busca agir.
Por outro lado temos B, que possui crenças internas de como agir. Fazendo o que considera certo. Pode resolver não perder a chance de falar com alguém por falta de chamar a pessoa com um grito. Pode demonstrar afeto com palavras chulas ou com ofensas amistosas sem cunho ofensivo (muito pelo contrário). Pode achar que ser sincero vem acima do bom convívio social, repsondendo assim com sinceridade àquela pergunta "estou bonita?" "tu me acha inteligente?", etc., mesmo que isto possa causar algum mal-estar momentâneo. Resumindo, faz o que acha certo.
Já o tipo C não traz em si as crenças internas bem formadas do tipo B. Porém não deseja se portar como A. São aquelas pessoas que gritam para chamar a atenção, avacalham por avacalhar, falam de coisas desagradáveis, aparentemente apenas pelo prazer de serem desagradáveis. Em suma, buscam gritar ao mundo como são diferentes, como são rebeldes, que pensam fora da casinha, quando, na verdade, apenas fazem, cegamente, o oposto do comportamento de A.
Podemos ver no exemplo de relacionamentos. O costumeiro é o homem se aproximar e a mulher "se fazer". Algumas pessoas acham que qualquer um dos dois deve se aproximar, e fazê-lo com sinceridade (de sincero ao que sente, a sincero como age). Por fim temos aquelas pessoas que chegam "dando no meio" de todos. Todos/as todas/os.
Note as "sutilezas". Ficou mais fácil diferenciar, não?
As ações de A são fortemente influenciadas pela sociedade. As ações de B são fortemente influenciada por suas crenças. As ações de C são fortemente influenciadas pelo sua falta de influência (externa ou interna) e por sua sempre crescente necessidade de aparecer e mostrar para o mundo que não são A.
Não me parecem autenticas as atitudes de C. Quando ninguém os observa, baixam a guarda e mudam suas opiniões, conceitos, atitudes. Pois, no fundo, eles próprios não acreditam em suas crenças.
Me parece uma relação bem simples:
A segue as regras. B contesta. C tenta aparecer.
Tenta aparecer com o que sua visão desfocada o faz crer ser a pedra fundamental na vida de B. No fundo se trata de uma admiração perturbada.
Na minha sincera opinião? C me incomoda, atitudes forçadas simplesmente não me "descem". E não me parece digno de grande confiança, afinal não sabe quem ele mesmo é.




Postado por Ricardo Ceratti.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Pára-choque do caminhão do Tio Ricardo X.

Não posso parar para me arrepender de algo, senão travarei de arrependimentos.



Postado por Ricardo Ceratti.

sábado, 14 de junho de 2008

Críticas...

Já repararam que cada vez mais as pessoas são "punidas" por "amarem" a si próprias? Por terem auto-estima?
Uma pessoa se achar inteligente, bonita, criativa, bem sucedido, com bom gosto para se vestir, filmes ou música, é visto como "se achando", como a pessoa sendo metida, esnobe, arrogante.
Vivemos na sociedade da competição. Onde todos devem ser melhores que os outros. É preciso estar sempre de olho no progresso dos outros, para os superarmos. É preciso ser sempre o número 1.
Esta mesma sociedade não nos permite nos axarmos bons, aproveitar o lugar conquistado. Talvez seja esse o objetivo mesmo. Se não nos satisfizermos com nossas conquistas, aparência ou qualquer outra coisa, não nos acomodaremos e ficaremos sempre buscando algo mais.
O mais incrível é o grau de internalização desta idéia de não podermos nos "acharmos", deste julgamento. Não nos permitimos dizer "fiz um excelente trabalho", "tive uma idéia genial", "estou bonito hoje", mesmo quando estamos somente com nós mesmos, nosso pior inimigo.
Vivemos num estado perpétudo de busca por um ideal inalcançável, tomados constantemente por um sentimento de menos valia que nos impede de sermos o foco central em nossas vidas.
Não deveríamos nunca deixar de sermos os protagonistas de nossos sonhos.



Postado por Ricardo Ceratti.

sábado, 7 de junho de 2008

Envelhecer

Envelhecer é esconder os sentimentos.
Quando somos crianças falamos o que nos passa pela cabeça. Somos sinceros até demais. Não deixamos de falar o que pensamos ou achamos.
Com o tempo aprendemos que falar tudo que vêm na cabeça pode ser prejudicial. Pode magoar os outros ou fechar portas.
Começamos a medir as palavras, pensar antes de agir.
Conforme nos aproximamos da adolescência vamos aprendendo que as coisas que falamos ou como agimos são motivo de piada, de sermos ridicularizado.
Vamos desenvolvendo um senso crítico absurdo. Que nos trava para fazer as coisas mesmo quando ninguém está vendo.
Com os relacionamentos amorosos aprendemos que não devemos nos expor. Dizer o que sentimos ou agir duma determinada maneira tem hora. Cedo demais pode encurtar a vida útil do relacionamento.
Logo aprendemos a ficar na defensiva.
Nas amizades muitas vezes confiamos nas pessoas erradas. O que contamos nem sempre fica entre as pessoas para quem contamos.
Aprendemos a segurar nossos desabafos. Que nem sempre se pode confiar nas pessoas. E que nem tudo pode ser contado.
Aprendemos que nossas idéias "geniais", por mais bobas que sejam, sempre podem ser roubadas. Às vezes por pessoas que achávmos poder confiar.
Que pensar diferente pode trazer problemas. Por exmeplo, já fui avacalhado em aula por resolver um problema matemático de uma outra maneira, que me parecia mais prática.
Que agir diferente pode trazer problemas. Dançar em público não estando em danceteria geralmente lhe faz virar assunto e motivo de risos, por exemplo.
Teorias, fisolosofias, religiosidade, enfim, qualquer forma de pensamento ou crença, são atacadas.
Com o tempo vamos sendo podados de tantas direções que acabamos desistindo de nos expressar.
Vamos sistematicamente acabando com toda nossa própria liberdade, as chances de sermos nós mesmos, de expressarmos nossa criatividade, demonstrar nossa felicidade. Enfim, de demonstrar nossos sentimentos, como eu comecei este texo.
Que evolução, hem?




Postado por Ricardo Ceratti.

Testando...

Existe um teste.
Um teste mútuo.
Homens testam mulheres, mulheres testam homens.
Os critérios e provas podem ser diferentes, mas o objetivo é o mesmo.
Os testados são incitados a se sabotarem para que os testadores possam culpabilizá-los por seus próprios medos de intimidade, comprometimento ou problemas de estima.
Vou explicar.
Combine que vai ligar para a pessoa em determinado horário. Não ligue. "Esqueça". Quando a pessoa ligar (preocupada) depois sinta-se "perseguido", diga que a pessoa é muito "carente", "paranóica" ou "sufocante".
O que aconteceu? O testador criou a situação para facilitar que o testado tomasse uma atitude que poderia ser vista negativamente e, assim, utilizaria a tal atitude para se convencer a se afastar da pessoa. O motivo para tudo isso? O testador por simplesmente ter problemas de se comprometer com as coisas, aproveitando assim para fugir de comprometimento (mesmo que ele quem tenha combinado de ligar).
Se pararmos para reparar, existem milhões de situação semelhantes. E é quase tão natural para muitas pessoas quanto respirar. O difícil é perceber os motivos por trás, assim como a seqüência de "gatilhos" que vão sendo ativados ao longo do processo.
Isso tudo não passa de um mecanismo infantil de se defender, de evitar mudanças (ou evoluir), enfim, de manter seu status quo sem sentir culpa alguma.




Postado por Ricardo Ceratti.

Pára-choque do caminhão do Tio Ricardo IX.

Respeito e confiança só se perde de verdade uma vez.




Postado por Ricardo Ceratti.

Indignção - Patrick

Segue abaixo o texto que recebi de um amigo sobre o tipo de tratamento ao qual ele foi sujeito:



Tenho 22 anos, estudante de psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, e como muitos jovens da minha idade, saio nos finais de semana para me divertir. Neste final de semana do dia 06/06/2008 às 6:24 A.M, é a primeira vez que sinto a necessidade de expressar e comunicar as pessoas, o quanto me senti ofendido em um estabelecimento noturno. Foi no conhecido Bar Opinião da Cidade de Porto Alegre.

Eu e mais dois amigos, fomos ao Bar Opinião. Aproveitamos a noite normalmente sem saber o que nos aguardaria ao fim da festa, da nossa festa.. Quando quis ir embora, paguei minha consumação que deu o exato valor de R$42,00 para a moça da caixa, que prontamente me devolveu um canhoto da consumação, carimbado com a comprovação do pagamento. Eu como não tinha encontrado meus amigos ainda e tinha me comprometido em levá-los embora comigo, preferi ficar aguardando na Casa para assim, encontrar-los e ir embora. Neste meio tempo, tive a infelicidade de perder meu canhoto e, prontamente após encontrar meus amigos fui comunicar à um segurança sobre o ocorrido. O segurança, me pediu para falar com o gerente da casa. Não vou citar o nome do gerente, mas gostaria. Cheguei para ele e disse: “cara, perdi o comprovante do pagamento que acabei de fazer de R$42,00 para a caixa, como podemos resolver isso?” Neste momento ele me disse: “Ah, tu perdeu a consumação? Tu sabe que isto é uma responsabilidade tua? (já com um tom de grosseria na frente das outras pessoas) eu Respondi à ele: “Sim, sei que isto é de minha responsabilidade, e por isto venho até ti para saber como podemos resolver este problema” Ele me respondeu. “Você vai ter que pagar de novo porque eu não sei se você não deu esta comanda para alguém e este alguém saiu com ela” Então ele me pediu a identidade. Achei que isso poderia estar resolvido neste momento. Que engano meu! Ele pegou minha carteira de motorista e conferiu no sistema se eu tinha pago, viu que eu tinha pago e em vez de me dizer “tudo bem, já vi que esta pago, pode ir embora” não, começou a me perguntar quem havia saído com MEU canhoto. Oras, como eu vou saber, estava ali justamente para comunicar à ele isto!! Quanto mais eu tentava explicar pra ele o ocorrido, mais ele me pressionava, e me intimidava. Meus amigos vieram me defender, inclusive pessoas que eu nunca tinha visto na vida se mostraram solidárias e compartilhando da indignação. Ele me falava o tempo todo, “VOCE É O ERRADO AQUI, POIS PERDEU SEU CANHOTO. E eu, inutilmente falava: “Mas eu paguei minha consumação, vim até para lhe comunicar isto, e podemos subir ali para ver se a moça que recebeu o meu dinheiro pode confirmar isto já que, não tenho como lhe provar que paguei (sendo que ele já sabia que eu havia pago!!). Ele se negou a manter minha moral, e continuou a falar alto comigo por mais de meia hora, me intimidando com mais de 5 seguranças que estavam à volta do que ocorria. Fiquei muito nervoso e dizia que tudo aquilo era uma injustiça (sem saber que ele já sabia que eu tinha pago). Até que em um determinado momento falei que chamaria a policia pois estava me sentindo intimidado e roubado! Neste momento ele disse para um dos meus amigos: “Eu já vi que ele pagou só quero que ele me fale quem saiu com a comanda dele” Estava tentando justificar toda intimidação, e abuso que cometeu. Liguei para o 190 por 3 vezes enquanto estava lá dentro. Eles, nesse meio tempo, já tinham me liberado para ir embora, mas eu disse: Agora, vou levar isto até o fim, pois não admito que, pessoas venham aqui para se divertir e fiquem passando por momentos constrangedores desses sem motivos. Logo após ter falado tudo isso, o gerente desapareceu e as portas da casa se fecharam comigo e com meus amigos dentro! Lá estávamos nós, sem poder ter acesso à rua para poder entrar em contato com a Brigada Militar que já havia sido acionada.



Depois de muito tentar, consegui sair na rua e fazer um quarto telefonema. Desta vez a pessoa que me atendeu, disse que a viatura já havia passado na frente da casa, viu as portas do estabelecimento fechadas e foi embora! Justamente quando eu precisava entrar em contato com alguém que pudesse me ajudar, a casa fechou as portas para eu não saber que a viatura estava lá fora! Me senti mais privado dos meus direitos ainda! Me senti impotente, fazendo papel de palhaço. Após ter saído da casa, não me conformava em deixar tudo como estava e queria registrar uma queixa! Liguei mais uma vez para a brigada e eles falaram que, desta vês, queriam ter certeza que eu estaria na frente do estabelecimento, pois a brigada tinha muitas queixas aquela hora da amanha e não podiam perder tempo! Eu e meus dois amigos ficamos lá fora à espera da viatura por mais 20 minutos e nada. Quem mora em Porto Alegre e estava acordado próximo deste horário, sabe o frio que fazia naquela noite! Enfim, a brigada não apareceu! Sou morador da Zona sul de Porto Alegre e fui em duas delegacias tentar registrar o ocorrido e fui informado que isto se tratava de uma questão judicial (como eu ja sabia) e que, eu necessitaria de advogados para dar conta disto. Ou seja? Paguei minha conta, fui desmoralizado indevidamente na frente de várias pessoas e meus amigos, procurei as redes de apoio que achei que poderiam estar ao meu favor naquela hora de várias formas e no fim, acabo em casa, me sentindo falando para as paredes! Fiz tudo isso por mim em primeiro lugar, que me senti muito mal! Em segundo lugar, numa tentativa de evitar esses acontecimentos futuramente com outras pessoas! Todos nos estamos sujeitos a perder algo na noite, e isso não é agradável para ninguém!! Se alguém aqui já perdeu comanda ou canhoto na noite, sabe o quanto é ruim o momento de se dar conta que tu não está com aquele papel! Queria somente resolver isto numa boa sem injustiças!

O policial do departamento de policia me falou, que isto na justiça, leva meses! Nossa, MESES!! Meses é uma generosidade! O Opiniao certamente tem uma equipe de advogados para dar conta disso! Isso levaria anos! Até lá, as pessoas desistem, do ocorrido, preferem deixar pra lá... e a maior prova disso é eles disseram: “se quiserem processar, que processem! Não tô nem aí, vai ser mais um enchendo nosso saco aqui! QUE ABSURDO!!!

Se alguém aí, se mobiliza com este tipo de ocorrido, por favor, repassem o e-mail! Não estou aqui a essa hora da manhã escrevendo isso porque não tenho mais o que fazer! Estou aqui esta hora pois, nunca me senti tão desmoralizado quanto hoje e não desejo isto para NINGUÉM!




Texto de Patrick Nogueira.

Sinergia.

Depois de horas baixando a porcaria da última versão do MSN eu recebo a mensagem de que os MSN live não rodam em uma porção de coisas, incluindo Windows XP antes do SP2.
Foi então que fui entender o motivo pelo qual o MSN 7.0 ou o 7.5, ambos perfeitamente usáveis, na minha opinião ainda melhores que o Live (que, por sua vez é melhor que o Plus).
Tudo faz parte de um joguinho para forçar as pessoas a usarem o SP2 ou mais novos.
Assim forçam as pessoas a comprarem as atualizações que, em muitas vezes, pioram o que já é um bocado ruim. Atualizações, por sua vez, que, coincidentemente são bem eficazes para uma certa espionagem.
Que coisa não? Para usar o MSN é preciso acatar todas estas restrições. O ICQ, na época que eu usava, poderia ser utilizado mesmo em versões com quase uma década de idade.
Estou realmente perdendo a paciência com essas estratégiazinhas de manipulação de mercado. Me apresentem um bom substituto para o MSN que eu farei questão de migrar.





Postado por Ricardo Ceratti.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Vagais...

Eu gostaria de entender o motivo da raiva dos "esforçados" contra os "vagais".
Sabe aquela pessoa que vive estudando, chega antes na aula, não sai, não faz festa, dificilmente namora, passa os finais-de-semana estudando (semanas antes)? Aquela pessoa que "puxa o saco" do professor, que faz perguntas no finalzinho da aula? Chamarei estes de "esforçados" (para não ser algum termo prejorativo).
Os esforçados costumam julgar as pessoas que não se dedicam como eles. Estas outras pessoas são consideradas vagais, vagabundos, pelos esforçados. Pessoas que não ficam muito tempo em aula, vivem saindo, bebendo, namorando, fazendo festa quase todos os dias da semana, não sabem quando terá prova e muito menos estudam para esta.
Os esforçados gostam de mostrar para o mundo como são melhores (se saem melhor, na verdade) que os vagais. Gostam ainda mais de jogar na cara dos vagais. Porém existem casos, não raros, em que os vagais se saem tão bem quanto ou até mesmo melhor que os esforçados.
E quando tal acontecimento ocorre os esforçados geralmente ficam furiosos. Arranjam meios para diminuir os vagais, xingam, criticam.
Ok, é compreensível se frustrar ao ver que alguém que não se esforça acabar tendo um desempenho equivalente ao de quem tanto se esforçou e usou seu tempo para melhorar. Mas, isso lá é motivo para criar antipatia pela pessoa?
Ora, não somos todos iguais. Não obtemos resultados de formas iguais. Não aprendemos de formas iguais.
Uma pessoa pode ter maior facilidade para determinado conhecimento, uma facilidade de aprendizagem deste conhecimento ou mesmo uma forma de aprender que aparentemente é "não estar prestando atenção". Não pode?
Se somos tão diferentes uns dos outros, qual o motivo de se comparar?
Ah! O motivo está na competitividade insana que a maioria das pessoas vem demonstrando. Não basta ser bom, é preciso ser melhor do que os outros. Não basta conseguir o que se almeja, é preciso conseguir mais que os outros almejam.
Hummm... pelo jeito não é possivel ser feliz, apenas menos infeliz que a pessoa ao lado.
Se nosso precioso tempo e preocupações fossem dedicados à nós mesmos, talvez fôssemos melhores do que já somos. Não seria melhor compertimos com nós mesmos? Sofreríamos menos e teríamos mais tempo e ocupação mental para evoluirmos.
Será que não seria este o trunfo do vagal? Não se importar com o resultado do outro? Não fazer as coisas preocupado, não se estressar?
Uma mente tranquila e despreocupada funciona muito melhor que uma mente com vendas que a impedem de olhar para todos horizontes possíveis.




Postado por Ricardo Ceratti.

domingo, 25 de maio de 2008

Auto-Sabotagem.

Auto-sabotagem é aquela capacidade que todos temos de estragar nossas próprias vidas quando estas ficam boas demais.
Seja quando esquecemos de ligar para demonstrar interesse em alguma oferta de emprego.
Apresando desnecessariamente algum amigo.
Não refletindo as palavras antes de dizê-las.
Se afastando de um relacionamento amoroso por medo de comprometimento.
Tendo preguiça de fazer as coisas de seu próprio interesse.
Entre outras situações.
O fato é que deveríamos nos manter mais atentos e cuidadosos a respeito de nossas auto-sabotagens pois, algumas vezes elas se mostram irremediáveis. As ofertas saem de mercado, a confiança não é facil de ser reconstruida, uma mágoa pode nunca sumir de verdade, uma pessoa pode ir embora ou mudar de opinião quanto à outra, pode ficar tarde demais, etc.




Postado por Ricardo Ceratti.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Pára-choque do caminhão do Tio Ricardo VIII.

A vida não passa de lembranças. Seja dos bons ou dos maus momentos. Todas se esvaindo aos poucos, rumando o esquecimento.




Postado por Ricardo Ceratti. (Postado 22/05, editado 29/05)