terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Manifesto.

Somos um grupo que não costuma andar junto.
Um grupo em que muitos não conhecem os outros.
Inclusive muitos estão geograficamente impossibilitados de se relacionarem pessoalmente.
Outros sequer possuem formas de vir a ter algum contato com os outros.
A maioria de nós nem sabe o que se passa na vida dos outros.
Não temos consenso sobre gostos, filosofias, religão, esporte, etc.
Não é nenhuma dessas coisas que nos une.
O que nos une é a sinceridade.
Não que sejamos as pessoas mais honestas do mundo.
Mas a sinceridade para consigo.
O que nos une é a autenticidade, é sermos nós mesmos. Cada um se aceita como é e não tenta ser diferente para agradar ou se encaixar.
Talvez essa seja a palavra chave: "Encaixar".
Se encaixar não é uma preocupação para um indivíduo de nosso grupo. Não precisamos nos vestir de determinada maneira, ter determinada crença, torcer para determinado time, gostar de algum estilo musical específico, querer determinada profissão, agir de determinada maneira...nada "determinado".
Não é isso que vai nos "determinar". Mesmo que fosse, não conseguiríamos fazer esse movimento forçado. Não é de nossa natureza.
O necessário é deixar seus gostos e ações serem determinadas pelo que se acha certo, pelo que acredita, e não por regrinhas ou costumes da "sociedade".
É não ponderar muito a respeito das próximas ações ou palavras. De certa forma é uma certa impulsividade, uma instintividade.
Afinal, quem sabe o que é e sabe o que quer, não precisa muito para decidir como agir.
Mas esta forma de levar a vida pode desagradar muitas pessoas. Em muitas vezes é incompatível com o outro jeito, com o "normal".
Resultado?
Vivemos como forasteiros e qualquer grupo que nos juntarmos.
Sensação de ser alienígena é bastante comum. Muitos dos membros reforça esse setimento justamente pelo fato de não conhecer outros membros.
Mas venho trazer uma notícia esperançosa!
Existem outros. Muitos outros! Espalhados aqui e ali.
E quando nos unimos, mesmo que capengamente, o sentimento de ser forasteiro some por completo. Sou suspeito de falar, mas acredito que surja um sentimento de pertença e acolhimento infinitamente maior (mais verdadeiro) do que em outros grupos.
Por isso reforço a esperança, ao mesmo tempo que reforço que se mantenham verdadeiros. Não há necessidade de se deixar corromper pela falsidade que assola este planeta e se faz de regra...
Existem outros SIM!




Postado por Ricardo Ceratti.