sábado, 25 de outubro de 2008

Adultez.

Andei por um tempo observando, analisando e comparando as formas de pensar, as crenças das pessoas e das minhas.
Todo mundo está familiarizado com aquele papo de "adolescente é tudo rebelde sem causa".
Eu tenho observado que com o passar da idade as pessoas realmente vão ficando menos rebeldes, se "aquietando".
Mas será que as coisas que eram contra ficaram boas o suficiente? Será que se deram conta que aqueles seus ideais nem eram tão importantes assim ou que o que consideravam ruim talvez não fosse pra tanto?
Talvez a vida traga novos, mais e maiores problemas na vida da pessoa que faz com que a pessoa acabe por abrir mão de seus ideais e idéias. Tenha outras e maiores preocupações, não tenha mais tempo para tudo aquilo.
Ou talvez seja uma cobrança da sociedade. Algo como só ser respeitado se tu aceitar tal coisa.
Se ser adulto é ter deixado de lado suas reivindicações, suas lutas pelo que acha importante... então me considero adolescente ainda.
Eu percebo um caminho um tanto quanto imutável me levando para a rota da resignação, da acomodação. Como se cada dia que passasse eu estivesse mais distante daquilo que considero tão importante, como se minha personalidade estivesse aos poucos se perdendo, tornando-se um vazio. Bem melhor adaptado, mas ainda assim um vazio.
Numa certa ocasião pedi para uma grande amiga que não me deixasse esquecer o que era importante para mim. Ela achou isto infantil da minha parte. Até pouquíssimo tempo atrás eu não compreendia o que teria de infantil nisto. Hoje fui entender (ou não, já que é apenas uma das muitas teorias que eu penso e busco testar) o motivo: O que me falta para não só ela, mas muita gente, me ver como uma pessoa madura, um adulto é justamente a abolição destas guerras pessoais, é a não rendição para com a realidade, é o fato de eu não ter desistido ainda de lutar por um mundo melhor... ao menos melhor na minha concepção. Uma concepção que pode divergir da maioria e até posso vir a um dia percebê-la como errada, mas é a percepção que tenho agora, é no que acredito.
E desta percepção eu não desisto tão fácil...



Postado por Ricardo Ceratti.