domingo, 30 de março de 2008

História verídica.

Nesta madrugada (sabado para domingo) eu e o Ivan estávmos indo para a Lima e Silva pela José Bonifácio quando fomos abordados por uma viatura com três policiais.
Um deles ficou apontando uma .12 (espingarda) para mim e para o Ivan enquanto outro reviravam nossos bolsos.
Mesmo verificando que não possuíamos arma alguma a arma continuou apontando para nós.
O Ivan foi interrogado do que fazia com um pedaço de pau. Pedaço mesmo, deve ser 1cm de espessura e uns 30cm de comprimento. Ele disse que aquela era uma rua perigosa mas pareceram não acreditar.
Depois fomos interrogados de supostamente termos derrubado um barril ou sei lá o que é aquilo ou a palavra que usaram. Aqueles latões de lixo que tem por ali, sabe?
Dissemos que não o derrubamos.
Levamos cassetasso.
Disseram para não mentirmos e bateram novamente.
O que aparentava ser o "líder da operação" disse "Junta agora o barril". Não precisou nem terminar a frase e eu pedi licença para ir lá. Fui correndo e juntei como um bom cachorrinho treinado que sou. Minha recompensa? Mais uma cassetada.
Então nos mandaram embora, ao que eu disse "E minha carteira de motorista?". Ele sorriu, levantou a minha carteira com a mão esqueda e posicionou a direita com o cassetete e me disse algo como "vem pegar". Eu parei e disse "tu não vai me bater mais, né?". Sem resposta. Quando fui pegar levei mais uma vez, dessa vez na perna esquerda que até agora me encomoda para andar e ficou com um caroço da largura de uma laranja.
Quando estávamos indo embora eu parei a uns 8 metros deles e disse que era muito bunito o que estavam fazendo, que haviam roubado duas motos minhas e eu fui assaltado no carnaval e, nesta ocasião eu sai correndo atrás de viaturas pedindo ajuda e fui ignorado e apontaram armas para minha cabeça. Continuei dizendo que ao invés de eles estarem atrás de bandidos de verdade eles ficam batendo na gente que não tinha feito nada.
Fui ignorado.
Logo percebi que, veja só, eles haviam levado minha carteira de cigarros.

No carnaval fui abordado na frente da Santa Casa por dois rapazes e uma moça. Um dos rapazes me apontou um revólver enquanto isso esvaziaram meus bolsos. Depois foram embora nos dizendo para ir para outro lado. Eu comecei a seguí-los e o armado começou a voltar. Levei medo e resolvi dar a volta na quadra.
Chegando na Salgado Filho toda hora as pessoas que estavam pela rua assoviavam avisando os ladrões da minha presença.
Desisti e busquei auxílio policial.
Abanei para uma viatura que me ignorou.
Depois abanei para uma viatura no meio da rua e eles pararam. Quando me aproximei o policial do banco da frente e o do banco de trás me apontaram seus revólveres.
Expliquei a situação e eles arrancaram e foram embora. Corri atrás da viatura e eles pararam uma quadra depois. Reclamei que eles poderiam no mínimo mostrar um pouco de preocupação e nos levara para alguma delegacia. Ao ver que não teria resposta eu falei "poderiam então pelo menos nos dizendo onde havia uma delegacia nas proximidades. Rapidamente um deles falou "Tem uma duas quadras daqui." e foram embora. Sem eu sequer saber para que direção a duas quadras.
Resultado: Dependi da caridade de uma vendedora de uma barraca abaixo do viaduto, de um taxista que deu carona até a delegacia da Policia Civil perto do HPS e de um cobrador de ônibus que entendeu a falta de dinheiro.

O que aprendi destas lições? Que tanto a polícia quanto os bandidos usam de violência, sacaneiam e lhe tomam pertences. Porém, eu prefiro com os ladrões, com eles pelo menos não tenho que aguentar o sadismo (ato de uma pessoa ter prazer ao ver outra sofrer ou causar sofrimento).
E pensar que a minha vida inteira eu sempre fui o "careta" por defender os policiais perante meus amigos e colegas.
Deprimente.





Postado p um Ricardo Ceratti indignado e que não quer mais pagar imposto se o seu dinheiro for para polícia.

5 comentários:

disse...

Li TODOS os post...
mas esse aí...

revoltante!

gosto de vir aqui e ler teus post...
tinha esquecido como é bom!!

bjs guri!!!

Caio Ceratt disse...

Bem vindo ao Brasil, primo.

=(

Ricardo Ceratti disse...

Hum... qual das Lê? Só "Lê" eh mto vago oeuhaouheouhoueha
Pois é primo, p isso q meu sonho é sair daqui! =D

Fabiana disse...

que mierda.
depois perguntam pq eu tenho mais medo de polícia do que de ladrão.

mas com a minha carinha de boa moça burguesa, ninguém nunca me parou,...
só para ver RG.

huhauahuahuahauha. oi, eu sou perigosa, eu faço Sociais.

Ricardo Ceratti disse...

Eu tenho mais medo de quem faz sociais do que de polícia e ladrão (mesma coisa ¬¬) juntos! OUEHOUAHOEUHOUEHOUHEOUHOUEHOUEHOUHEOUHEOUHOEUHA
Essa gente q nem banho toma, né crica? OUEHAOUIOUEHOUEHAOUH
(Momento "comi palhacitos no café da manhã" is over now)