terça-feira, 18 de março de 2008

A fórmula da discórdia.

Já repararam como as pessoas acham defeito nas outras quando se sentem ameaçadas?
Nem sempre é proposital. Acredito que seja uma ferramente de defesa do Ego ou algo do tipo.
Exemplos:
Se uma mulher vê uma característica em outra mulher que ela considera melhor do que em sí, é bem provavel que ela rapidamente busque por defeitos. Pode não ser proposital, pode não seguir no pensamento ou não comentar, mas que pensa, pensa.
Antes que me chamem de machista: Não é apenas com mulheres.
Homens que vêem outros homens obterem mais sucesso podem, por exemplo, dizer "quem ele está comendo para conseguir isso?"
Se a pessoa A, que tem mais experiência em uma determinada atividade vê que B, até pouco um completo incapaz na tal atividade, encontra-se mais habilidoso, A certamente dará um jeito de encontrar defeitos nesta atividade quando executada por B.
Complicado? Vou tentar expressar em uma fórmula matemática. Sei que pode complicar mais, porém fica mais "palpável".
Temos Vp como "valor pessoal", o que seria o quanto a pessoa se considera boa.
Por outro lado, temos Va como o "valor alheio", que é o quanto a pessoa em questão (a pessoa do Vp) valoriza a pessoa alvo.
Para o primeiro dado usaremos o seguinte: Vp-Va
Atenção para o fato de este ser a única parte em que o 'pessoal' vem antes do 'alheio'.
A outra parte trata-se do atributo em questão sendo analisado (atributo que 'p' percebe ter menor que 'a'), no caso 'Ap' para atributo da pessoa e 'Aa' para o atributo alheio. Porém aqui o alheio vem primeiro na equação: Aa-Ap
Por fim temos o "Desempenho", que se refere ao grau de reconhecimento pelo que é feito (por exemplo uma promoção). Logo 'Dp' para o desempenho pessoal, enquanto 'Da' para o desempenho alheio. Porém eles se encontram elevados "^" (^2=²=quadrado, ^3=³=cubo). Na fórmula fica: ^1+(Da-Dp).
O resultante é "B", a busca por defeitos.
No final temos a seguinte fórmula:
(Vp-Va)*(Aa-Ap)^1+(Da-Dp)= B
Sendo que o resultado da elevação não pode ser zero ou inferior.
Percebam que quanto maior a distância entre o quanto alguém se considera melhor que outra pessoa; Quanto maior a abilidade da segunda pessoa em relação à primeira; E, como agravante, quanto maior o reconhecimento dado à segunda pessoa, maior a possibilidade de a primeira pessoa buscar encontrar defeitos na segunda.
Então se uma pessoa se considera muito boa em seu trabalho, enquanto considera uma outra pessoa como "vagabundo", ao ver a segunda pessoa ser melhor que ela, por exemplo, em preencher formulários e, ainda por cima, a segunda pessoa receber alguma promoção que a primeira não receber, ela quase que certamente buscará inumeros defeitos no "vagabundo".
Admito que preciso achar uma jeito mais simples de dizer as coisas.




Postado pelos pensamentos desorganizados de Ricardo Ceratti.

Um comentário:

nick disse...

nem pitagoras nem freud e sim Ricardo!