segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Auto-Confiança.

Há algum tempo ando observando como a confiança em si mesmo é importante.
Não digo no sentido quase "livro auto-ajuda", e sim ao observar seus efeitos práticos no cotidiano. Seja em coisas importantes ou banais.
Uma vez, eu e um amigo resolvemos pular uma cerca de arame farpado. A cerca era razoavelmente pequena e de poucas farpas.
Meu amigo, assim como eu, era um cara alto, porém ele era mais magro que eu, mais ágil que eu e um tanto mais forte do que eu.
Na hora de pular a cerca eu pus o pé esquerdo no arame mais alto que pude, impulsionei o corpo para a frente, passei a perna direita por cima e pulei, caindo acocado no chão.
Já meu amigo, apesar de ser fisicamente melhor preparado que eu, não estava tão munido de confiança em si.
Ele colocou o pé esquedo da mesma maneira que eu havia feito, porém foi de forma insegura, vagarosamente. Resultado? desequelibrou-se, teve de apoiar a mão no arame, a rasgando, e caiu deitado no chão. Além de rasgar o fundilho das calças.
Esse é apenas um exemplo bobo para exemplificar como nossos cérebros podem nos atrapalhar ou impedir de fazer coisas das quais somos plenamente capazes.
Da mesma forma encontramos inúmeras situações em nossas vidas nas quais devemos tomar decisões, devemos nos impor, devemos erguer a cabeça ou estufar o peito... e simplesmente não conseguimos.
Cada pessoa tem seus motivos para confiar pouco em si própria. Seja por experiências fracassadas no passado, seja por acreditar quando os outros lhe dizem que é incapaz, seja por medo de arriscar, etc. Seja pelo que for, no fundo é pelo fato de a pessoa não se conhecer o suficiente, afinal de contas quando se sabe do que é capaz não existem experiências negativas, desmoralização ou mesmo medo no mundo que a impeçam de alcançar seu potencial.
É incrível de observar o quanto um pouco de moral pode fazer por uma pessoa que confia pouco em si mesma.
Ou o quanto uma pessoa pode crescer se estiver livre para acreditar em si.
Isso me lembra de uma frase que ouvi uma vez, acredito que foi um personagem da série "Lost". Ele disse algo como "Nunca me diga o que eu não posso fazer".
E é justamente este o caminho acertado. Não devemos deixar que nada nem ninguém nos coloque um "teto", nos diga até onde podemos ir e a partir de onde vamos estar além de nossa capacidade.





Postado por Ricardo Ceratti.