sábado, 9 de abril de 2016

Contingências

O quanto nossas avaliações das situações vividas são realistas?
Existem tantas variáveis, tantas coisas que poderiam ser diferentes, que um evento, acontecido numa outra das mil variáveis maneiras, passaria a ter uma significação completamente distinta.
Aquele emprego detestável seria uma salvação se viesse no momento em que suas economias estavam quase esgotadas e por meses você não obtinha sucesso na busca por qualquer ocupação que gerasse renda.
Aquele relacionamento morno e tedioso poderia ter sido a melhor experiência afetiva de sua vida caso ambos possuíssem tempo e dinheiro para atividades de lazer que ambos gostam, o que desencadearia em descobrir excitantes facetas da outra pessoa, propiciando conversas inspiradoras e compartilhamento de hobbies extremamente gratificantes.
Aquele reinado de boa fortuna, na qual todas pessoas achavam você interessante, e inúmeras portas se abriam, poderia nunca ter existido não fosse o bom humor e confiança inspirados pelo sucesso daquela idéia inovadora na qual você decidiu investir.
O nascimento de seu filho não planejado pode vir ser a única forma de motivação para estudar para um concurso público, ou demonstrar empenho e ser promovido no seu emprego.
Sua melhor amiga poderia não ocupar o posto que ocupa não fosse estar na hora e local certo quando você estava no dia mais triste da sua vida, precisando de um ombro (e ouvido!) amigo.
A situação define a interpretação da experiência.
Mais do que isso, a situação define como, quais, quantas experiências serão vividas. E seus possíveis resultados. E a interpretação destes resultados. E a reação que damos a estes resultados. Um ciclo sem fim!

Pensando no âmbito das possibilidades, não existe, salvo exceções, situação intrinsecamente boa ou ruim. É apenas tida como tal para aquele momento, naquelas condições, com aquela mentalidade, desejos e sonhos que você possuía na época.



Postado por Ricardo Ceratti.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Humanos

Tantas maravilhas construídas pela humanidade, tantos espetaculares cenários da natureza, tantas incríveis inovações e tecnologias, e ainda assim, nada desperta mais interesse de um ser humano do que outros seres humanos, seja por sua beleza, por sua inteligência, por seu charme, por sua coragem, por sua resistência, por seu carinho, pelos sonhos de uma vida compartilhada.




Postado por Ricardo Ceratti.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

A que serve esta imagem?

Muitas vezes confundimos quem realmente somos com a imagem de nós mesmos que tentamos vender para o mundo.
E, controversamente, não raras vezes esta imagem escolhida (numa almágma de inconsciente com consciente) não é a mais lisonjeira. Muito pelo contrário.
Algumas vezes parece como se estivéssemos provocando o mundo a nos punir. Como se sentíssemos uma necessidade de receber tal punição, mesmo que não seja exatamente por aqueles crimes dos quais nos consideramos culpados e em dívida.




Postado por Ricardo Ceratti.

domingo, 10 de maio de 2015

Reflexão XXV

Beijo e sexo é trabalho de equipe.




Postado por Ricardo Ceratti.