quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Reflexão VI.

Nem todo relacionamento é simétrico.
Na realidade a maioria não o é.




Postado por Ricardo Ceratti.

Reflexão V.

Se as pessoas fossem capazes de perceber seus próprios padrões (comportamento, relacionamento, sentimento, etc) e alterar aqueles que atrapalham, a maioria dos psicólogos ficaria sem emprego e a indústia farmacêutica faliria.




Postado por Ricardo Ceratti.

Reflexos.

Outro dia estava pensando a respeito de uma amiga minha que ficou solteira há poucos meses:
"Como ela mudou desde que o namoro terminou!"
Mas acabei percebendo que eu não a conhecia antes de namorar. Quer dizer, conhecia. Mas ela e ele já ficavam. Estavam naquela fase apaixonada de mensagens toda hora, sabe? De qualquer forma o que quero dizer é que não sei se ela mudou por ficar solteira ou havia mudado por começar a namorar.
Ela ficou quase irreconhecível quando ficou solteira. Claro que é normal. Existe aquela fase de querer "recuperar tempo perdido", de raiva, de se sentir perdido ou sei lá. Mas ela mudou em todos aspectos. Os planos dela mudaram, as prioridades mudaram e, o pior, nossa amizade mudou. E mudou tanto que atualmente mal consigo nos ver como "amigos", está mais para "conhecidos" ou "bem conhecidos" talvez.
Também já vi mais de uma vez acontecer essa mudança em homens. O cara que vira "zen" depois de algum tempo de namoro. Passa a ver a vida de forma diferente, a prezar coisas diferentes.
Não só em relacionamentos, acredito que o mesmo aconteça se tratando de emprego.
Como pode uma "personalidade" ser tão "flutuante"?
Eu fico me perguntando se existe algo realmente nosso, algo imutável, que seja caracteristico de cada um. Ou somos apenas reflexo do que acontece no momento. Um reflexo com um certo atraso, que demora um pouquinho para mudar quando a fonte mudou, mas que acaba mudando sua imagem de forma a acompanhar a fonte, mesmo que demore.
Mudar é bom, mas será que mudar tanto assim, sob influência externa e em tantos aspectos é saudável?
E se isso for o comum, o "normal", como vamos saber quem realmente somos?



Postado por Ricardo Ceratti.

O Cansaço.

Existe um cansaço.
Ele não me impede de fazer as coisas.
Não me dificulta para levantar da cama.
Não me faz dormir demais.
Enfim, ele não é forte o suficiente para realmente atrapalhar.
Mas existe um cansaço.
Alguns dias são floridos. Muita coisa para ver. E assim o cansaço se apaga, fica invisível.
Mas não deixa de existir.
Outros dias parece que só o cansaço existe. Nestes dias ele desmotiva, mas ainda assim sempre faço tudo que devo fazer. Ele não impede mas atrapalha, ele existe.
Existem formas de disfarçar o cansaço. Com álcool ele parece banido. Me divertindo parece que ele se assustou, fugiu e não retornará. Quando estou com alguém que gosto ele parece insignificante. Quando gosto de um desenho que fiz, algum investimento me gera lucro ou alguma aula é extraordinariamente produtiva, eu me sinto corajoso, vontade de "peitá-lo".
Ainda assim, disfarçado, ele existe. Existe e parece imortal.
A esperança em 2009, início ou final, motiva para suportar o cansaço. A esperança no futuro dá forças. Nem sempre esta força basta.
A maior esperança é de, um dia ter estabilidade econômica e tempo livre o suficiente para, juntando todas forças possíveis, expulsar este cansaço de uma vez por todas.
Enquanto este momento não chega eu me engajo no trabalho constante de fazê-lo existir, na construção desse futuro com forças.
Espero que dê tempo...




Postado por Ricardo Ceratti.